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Acidente no aeroporto de Nova York causado por falhas na comunicação e falta de equipamentos
Um relatório preliminar divulgado pela Direção Nacional de Segurança no Transporte (NTSB) nesta quinta-feira (23) apontou que diversos erros humanos e a ausência de equipamentos adequados foram fundamentais na colisão entre um avião e um caminhão dos bombeiros no aeroporto LaGuardia, em Nova York, ocorrida em março.
O incidente envolveu um CRJ-900 da Jazz Aviation, operando para a Air Canada, e o veículo de emergência, resultando na morte dos dois pilotos e deixando muitos feridos.
Conforme os dados iniciais da investigação, o erro inicial ocorreu quando o controlador aéreo autorizou os operadores do caminhão a atravessarem a pista enquanto o avião estava se aproximando.
Alguns segundos depois, ao perceber o erro, o controlador ordenou repetidamente que o caminhão parasse. Contudo, um dos operadores afirmou não ter entendido imediatamente para quem a mensagem era dirigida, segundo informações da NTSB.
Posteriormente, ao ouvir claramente o comando “Caminhão 1, pare, pare, pare”, o operador percebeu que haviam invadido a pista, mas já era tarde para evitar o choque.
O relatório ainda destaca que o caminhão de emergência não possuía um transponder, equipamento que poderia ter alertado automaticamente o controle aéreo sobre a proximidade perigosa entre o veículo e a aeronave.
A ausência dessa tecnologia impeditiva fez com que o sistema não cruzasse as informações de trajeto do avião com as do caminhão, não prevendo a possível colisão.
O acidente aconteceu durante a madrugada, em condições operacionais desafiadoras, pois várias equipes respondiam simultaneamente a outra emergência no aeroporto, além de haver interrupções parciais nas comunicações de rádio.
O aeroporto LaGuardia é um dos três principais que atendem a cidade de Nova York, tendo registrado 32,8 milhões de passageiros em 2025, conforme dados das autoridades aeroportuárias.

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