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Acidentes seguidos de helicópteros no Rio aumentam preocupação com fiscalização

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A queda de um helicóptero turístico na Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio, no sábado (8), reacendeu o alerta sobre os riscos no setor. Quatro pessoas morreram, incluindo um piloto brasileiro e três turistas colombianas. Este foi o quinto acidente aéreo fatal no estado do Rio de Janeiro no último ano.

De acordo com o engenheiro Gerardo Portela, doutor em Gerenciamento de Riscos e Segurança pela UFRJ, a sequência de acidentes indica uma vulnerabilidade técnica que deve ser considerada pelos órgãos responsáveis pela fiscalização e controle do espaço aéreo.

Ele explica que dois fatores são essenciais para avaliar riscos: frequência e gravidade. Atualmente, há um aumento nos acidentes com vítimas fatais e um maior número de ocorrências num curto período. Essa situação evidencia uma exposição elevada ao risco, principalmente em voos de helicópteros, que possuem asas rotativas.

Portela acrescenta que na região com maior número de acidentes, o controle dos voos muitas vezes fica a cargo dos próprios pilotos, que se comunicam por regras internas. Mas, com o crescimento do tráfego aéreo, há necessidade de um controle mais rigoroso, talvez com torres de controle adicionais, para garantir a segurança.

O helicóptero envolvido no acidente era um modelo Robinson 44, aeronave de baixo custo operacional e popular mundialmente, com um único motor a pistão, o que pode implicar uma maior probabilidade de falhas. Embora considerado seguro dentro de seus limites operacionais, o modelo exige fiscalização rigorosa para verificar manutenção, idoneidade da empresa e preparo dos pilotos.

Segundo Portela, não apenas os ocupantes, mas toda a população próxima às rotas de voo está sob risco, e é urgente uma revisão dos conceitos de controle e fiscalização por parte da ANAC.

Detalhes do Acidente

O helicóptero decolou do Aeroporto de Jacarepaguá e caiu numa área de mata na Vista Chinesa, sendo localizado por equipes do Corpo de Bombeiros que combateram as chamas. As vítimas são o piloto Alessandro Rocha e três turistas colombianas: Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique.

Alessandro, com 20 anos de experiência como instrutor de ultraleves e helicópteros, se apresentava nas redes sociais como comandante experiente, valorizando a família e a fé. As turistas faziam parte de uma família que visitava o Rio e tinham contratado um voo panorâmico para celebrar um aniversário.

O prefeito Eduardo Cavaliere esteve no local e solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) medidas mais rigorosas, incluindo a possível suspensão temporária dos voos panorâmicos para reforço na fiscalização das aeronaves e helipontos.

A ANAC informou que as causas do acidente serão investigadas pelo Cenipa, em cooperação com a prefeitura do Rio, para intensificar a fiscalização dos voos panorâmicos.

Posição da Associação

A Associação dos Operadores Turísticos de Helicópteros do Rio (Aotherj), da qual a empresa Voos Rio Panorâmico faz parte, declarou que a investigação é dever das autoridades competentes, como o CENIPA e a ANAC, e que não fiscaliza procedimentos de segurança das empresas associadas.

A entidade atua para reduzir o impacto sonoro das operações aéreas e promover boas práticas operacionais. A associação lamenta o acidente, manifesta apoio às famílias das vítimas e se coloca à disposição para colaborar com as investigações.

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