Brasil
Advogado contesta Richarlison sobre posse de ilha e pede documentos
Willer Tomaz, advogado, respondeu às alegações feitas pelo atacante Richarlison acerca da disputa pela posse de uma ilha localizada em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Em vídeo divulgado nas redes sociais neste domingo, Tomaz negou que tenha tomado a propriedade de maneira irregular, afirmou que a empresa associada ao jogador perdeu a disputa judicial e desafiou o atleta a apresentar provas de compra e pagamento, no valor de R$ 10 milhões, que ele alega ter investido.
O advogado estabeleceu um prazo de 72 horas para que Richarlison apresente uma escritura de compra e venda, um contrato válido ou um registro na Secretaria do Patrimônio da União (SPU) em seu nome, além de comprovantes de pagamento. Caso os documentos sejam apresentados, Tomaz declarou que transferirá a propriedade da ilha ao jogador sem custos.
Esta resposta veio após um vídeo publicado por Richarlison no sábado, em que ele acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Tomaz de terem obtido a posse da ilha em 24 horas, apesar de ele ter recusado uma oferta de compra. O atacante solicitou também uma investigação da Polícia Federal sobre o caso.
Willer Tomaz contestou os valores mencionados por Richarlison, informando que uma petição da empresa ligada ao jogador indicava um pagamento de R$ 2,6 milhões, bem inferior aos R$ 10 milhões mencionados por ele.
O advogado afirmou que o processo foi investigado pela polícia e pelo Ministério Público, sendo arquivado por ausência de indícios de irregularidades. Ele também revelou ter quitado mais de R$ 2 milhões em impostos, foro e dívidas pendentes relacionadas à propriedade.
Declaração de Willer Tomaz
“Acusações sem documentos? Sou advogado, não político. Nunca respondi ao Richarlison diretamente, apenas nos autos do processo. Ele não aparece lá, apenas nas redes sociais. As informações falsas se espalham e hoje eu esclareço o que realmente aconteceu na disputa pela ilha em Angra dos Reis. A ação judicial foi iniciada em 2022 contra a empresa Sport 70, da qual Richarlison e Renato Velasco são sócios, mas o nome do atacante nunca esteve no processo. Atualmente, ele responde por falsas declarações em outra ação judicial em Brasília.
O problema da documentação é claro: a compra foi feita de invasores, por isso não há escritura. Eu possuo documentos oficiais e registros desde 1986, comprovação de propriedade e a Justiça decidiu favoravelmente a mim por unanimidade, com a empresa do jogador desistindo do processo em 2023 para evitar custos legais.
Quanto aos valores, a própria empresa reconheceu pagar R$ 2,6 milhões, não os R$ 10 milhões que Richarlison menciona. A Justiça, Polícia e Ministério Público investigaram e arquivaram o caso por falta de evidências de crime. Eu mesmo quitei mais de R$ 2 milhões em impostos e débitos atrasados relacionados à ilha.
Richarlison foi notificado em julho e não respondeu, evitando ser citado judicialmente. Sua manifestação pública ocorreu em momento político oportunista, tentando associar o senador Flávio Bolsonaro ao caso de maneira infundada.
Portanto, o futebolista deve demonstrar a compra da ilha mediante documentos válidos. Ofereço a ilha a ele se comprovar a propriedade dentro do prazo de 72 horas, caso contrário ficará claro que tais documentos não existem. Diferente dele, eu apresento provas e evito politizar a questão.”

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