Brasil
Alckmin: crise fiscal do Brasil não resolve com recessão argentina
Geraldo Alckmin, vice-presidente e candidato à reeleição, afirmou nesta quarta-feira (21) que o déficit fiscal do Brasil não pode ser enfrentado por meio de cortes que penalizam os mais pobres. Ele citou o exemplo recente da Argentina, onde esse caminho levou o país à recessão.
“Com base na minha experiência, não conseguiremos superar o problema fiscal com a economia em retração, como ocorreu na Argentina. A recessão fecha negócios, eleva o desemprego, reduz o poder de compra e aumenta a pobreza. O caminho é fomentar o crescimento econômico”, explicou Alckmin a jornalistas em São Paulo.
Para Alckmin, o governo não é eficaz para executar políticas, mas pode orientar a economia. Crescer o Produto Interno Bruto (PIB) enquanto controla a expansão dos gastos públicos contribui para equilibrar a dívida do país.
“Vamos realizar ajustes fiscais, mas focados em desperdícios e privilégios, preservando os avanços da classe trabalhadora e da classe média”, destacou Alckmin, mencionando iniciativas como aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda e elevar o limite do MEI.
Sobre a campanha eleitoral, Alckmin observou grande engajamento nas ruas e nas redes sociais, ressaltando o papel da juventude e o esforço para estimular a participação nas urnas, principalmente de eleitores idosos.
“Muitos aposentados ganham apenas um salário mínimo e ficaram quatro anos sem aumentos reais. Fazer cortes fiscais sobre quem ganha R$ 1.621, muitas vezes sem moradia própria, é injusto. Temos alertado para isso”, afirmou Alckmin, destacando a mobilização de eleitores com mais de 70 anos que podem votar facultativamente.
“Estamos incentivando a presença nas eleições e espero que a participação aumente”, concluiu o vice-presidente.


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