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Ataques em Gaza deixam cinco mortos, diz Defesa Civil
Cinco pessoas perderam a vida, incluindo uma menina de sete anos, em ataques israelenses na Faixa de Gaza, conforme reportado por várias fontes locais palestinas.
Nas últimas 24 horas, 13 pessoas foram mortas e 60 ficaram feridas devido a bombardeios aéreos israelenses nas regiões próximas à Faixa de Gaza, conforme informado por Mahmud Basal, porta-voz da Defesa Civil, uma organização de socorro que atua sob a coordenação do Hamas.
“Resgatamos três vítimas”, dentre elas “uma menina” de sete anos, após “um ataque israelense a um campo de deslocados na área de Al-Mawasi”, localizada a oeste da cidade de Khan Yunis, no sul da Faixa, declarou Basal.
A Defesa Civil palestina também confirmou a morte de outra pessoa em um bombardeio aéreo em um segundo acampamento de deslocados próximo a Khan Yunis.
O hospital Al Shifa anunciou que um terceiro ataque aéreo causou a morte de uma pessoa e deixou três feridas no bairro de Rimal, na Cidade de Gaza, ao norte do território.
Paralelamente, as autoridades militares israelenses informaram à AFP que não possuem registro de nenhuma operação nessas regiões nesta segunda-feira (26).
Uma fonte das forças de segurança em Gaza relatou à AFP que “vários tanques e veículos militares, acompanhados por uma escavadeira militar”, entraram na manhã desta segunda-feira em uma área localizada a oeste da “linha amarela”, no centro do território.
Após a trégua estabelecida para Gaza em outubro de 2025, foi criada a chamada “linha amarela” para demarcar as áreas sob controle israelense, que abrangem mais de 60% do território, das áreas sob controle do Hamas.
Israel e o grupo islamista palestino se acusam mutuamente de descumprir esse cessar-fogo, firmado dois anos após o início do conflito gerado pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 em solo israelense.
Mais de 1.500 palestinos perderam a vida desde o início do acordo, conforme dados do Ministério da Saúde de Gaza, ligado ao Hamas, e considerados confiáveis pela ONU.
Desde 7 de outubro de 2023, Israel desencadeou uma operação militar sem precedentes que destruiu grande parte de Gaza e resultou na morte de mais de 74.500 pessoas, segundo o mesmo ministério.


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