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Prorrogação do horário de votação provoca desencontros no DF
Entre falhas no e-Título e orientações da Justiça Eleitoral, seções que fecharam às 17h barraram quem tentava votar e dividiram respostas para justificativas
A decisão de estender o horário de votação em algumas seções gerou um cenário de desencontros na reta final das eleições neste domingo (25/10). Em locais onde os portões e terminais foram encerrados no horário habitual, às 17h, a prorrogação pegou eleitores e mesários de surpresa. Ao longo do fim da tarde, alguns moradores que souberam da extensão pelas notícias passaram em frente à zona eleitoral tentando votar, mas foram informados na portaria por policiais e chefes de seção de que os trabalhos já haviam sido concluídos e não seria possível votar.
Administrador de local, Luciano Gallo explicou a dinâmica dos acontecimentos. Segundo ele, às 17h, após checar que não havia mais nenhum eleitor pendente no prédio, autorizou os presidentes a encerrarem as 29 seções.
“Veio a informação do TRE de que seria prorrogado até as 19h e solicitei que as equipes ficassem nas salas. Logo em seguida, veio nova orientação da juíza da 14ª Zona Eleitoral informando que era para encerrar as eleições, porque o fluxo já tinha sido seguido. Retiramos as mídias, passamos para a transmissão e montei o ponto de coleta de material”, pontuou.
O vaivém de informações coincidiu com a instabilidade do aplicativo e-Título, que bloqueou a opção de justificativa virtual após as 17h. A falha no sistema levou eleitores registrados em outros estados a buscarem o atendimento presencial durante a prorrogação, enfrentando situações distintas a depender do momento em que chegaram.
O servidor público Thiago Vieira, 46 anos, morador do DF e eleitor de Minas Gerais, enfrentou erros na plataforma virtual e foi à seção após saber da prorrogação. Como chegou no momento em que as equipes ainda organizavam os kits, atas e cadernos de votação, conseguiu atendimento.
“Me deparei com as urnas encerradas, mas, como ainda estavam recolhendo os materiais, os responsáveis aceitaram acolher a minha justificativa. Fiz o preenchimento em papel e eles assinaram o recebimento”, relatou.
A servidora pública Ana Flávia Mendes, 56, moradora do Noroeste com título em Belo Horizonte, não teve a mesma sorte ao chegar por volta das 18h15. Naquele momento, todo o material do prédio já havia sido recolhido, empacotado e lacrado para envio ao tribunal.
“Solicitei fazer a justificativa, mas disseram que não seria mais possível. Como já tinham encerrado e lacrado tudo, não aceitaram o formulário em papel”, lamentou. Enquanto os eleitores deixavam o local, a equipe de administração finalizava o ponto de coleta para aguardar a van do TRE responsável pelo recolhimento definitivo das urnas.

