Economia
Bancos não conseguem renegociar dívidas no primeiro dia do Desenrola 2.0
O primeiro dia do programa Desenrola 2.0, iniciativa do governo federal para renegociar dívidas, pode acabar sem contratos fechados. Apesar do lançamento oficial, os bancos consultados ainda não conseguiram iniciar a renegociação com os inadimplentes devido a falhas técnicas na conexão com o sistema do Fundo de Garantia de Operações (FGO). Parte dos recursos desse fundo será destinada ao pagamento dos bancos em caso de inadimplência dos beneficiários, tornando a integração entre os sistemas fundamental.
Instituições como Banco do Brasil e Bradesco já disponibilizaram sites para que os interessados se inscrevam, mas não lograram sucesso na abertura das negociações. Não há previsão de quando as renegociações começarão, conforme revelou Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em entrevista à colunista do GLOBO, Miriam Leitão.
Embora o programa tenha sido anunciado pelo governo ontem, as negociações ficarão a cargo das próprias instituições financeiras onde os devedores possuem conta ou contrataram empréstimos. Diferentemente da fase anterior do Desenrola em 2024, não haverá uma plataforma única.
Isaac Sidney garantiu que a maioria dos bancos relevantes nas três linhas abrangidas pelo Novo Desenrola — cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal direto ao consumidor (CDC) — está preparada para a repactuação das dívidas, apesar dos desafios tecnológicos.
A Febraban estima que cerca de 27,7 milhões de pessoas, com dívidas totalizando R$ 97,3 bilhões, possam ser beneficiadas pelo programa.
Posicionamento dos Bancos
O Itaú afirmou em nota que está trabalhando na implementação da nova fase do programa e, com a medida provisória publicada, oferecerá as opções de renegociação aos clientes elegíveis em todos os seus canais.
O Bradesco também participará, aguardando as autorizações do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para começar as renegociações. O banco lançou uma página para pré-cadastro e planeja oferecer um programa próprio para devedores que não atendam aos critérios do Desenrola 2.0, seja pela diferença nos prazos ou pela renda.
O Santander informou que realiza testes para iniciar a oferta do serviço aos clientes o quanto antes, sem precisar de um prazo definido.
O Nubank confirmou participação, porém ainda não tem detalhes sobre o funcionamento da solicitação na plataforma.
O Banco do Brasil comunicou estar preparando material informativo para seus clientes. Já a Caixa Econômica Federal não respondeu aos contatos até o momento.

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