Conecte Conosco

Economia

Boulos alerta sobre risco de projeto da 6×1 ser parado no Senado

Publicado

em

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, declarou nesta terça-feira, 12, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que há uma possibilidade concreta de a proposta para acabar com a escala 6×1 ser votada na Câmara, mas acabar esquecida no Senado.

De acordo com o ministro, a estratégia seria votar a proposta de emenda à Constituição (PEC) na Câmara, em vez do projeto de urgência constitucional enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) em abril. Assim, a proposta poderia ficar paralisada no Senado por tempo indeterminado.

“É arriscado aprovar a PEC na Câmara e não votar o projeto de lei com urgência constitucional. Como a PEC não tem essa urgência, ela poderia ser aprovada na Câmara mas permanecer esquecida no Senado. Esse é um risco que a população precisa acompanhar para que isso não ocorra”, enfatizou Boulos.

O ministro também se posicionou contra as propostas de transição em discussão no Congresso, que permitem um adiamento da redução da escala por até cinco anos, considerando isso uma forma de postergar a questão.

“Quando aprovam benefícios para grandes empresários, eles valem imediatamente; quando os bancos aumentam os juros, o impacto é imediato no seu cartão. Mas quando a medida é para beneficiar os trabalhadores, passam a valer daqui a um, dois ou cinco anos? Isso é injusto”, afirmou.

Boulos comparou a oposição ao fim da escala 6×1 no agronegócio à resistência de produtores rurais contrários ao fim da escravidão no Brasil em 1888, durante o Império.

“Algumas lideranças do setor empresarial, principalmente as ligadas ao bolsonarismo, agem da mesma forma. São as mesmas vozes que na época da Lei Áurea argumentaram contra o fim da escravidão para não prejudicar o desenvolvimento econômico”, disse ele.

O ministro também repudiou a narrativa promovida por setores econômicos, que apresentam um discurso alarmista afirmando que a mudança trará sérias consequências econômicas. “Vamos ser honestos: grandes empresários raramente defendem os interesses dos trabalhadores”, declarou.

Boulos criticou a proposta do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que determina ao governo compensações financeiras para empresários pela redução da jornada de trabalho. Ele chamou essa proposta de “bolsa-patrão” e classificou-a como um absurdo.

Além disso, o ministro criticou economistas que atacam o governo por suas críticas à taxa de juros atual, afirmando que alguns supostos especialistas defendem uma taxa Selic irreal de 1000%. Ele também manifestou sua posição contrária às apostas esportivas, apoiando a proibição dessa atividade.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados