Economia
Casas Bahia quer fortalecer marketplace e busca empréstimo para superar crise
Após registrar um pedido de recuperação judicial no final do domingo para renegociar dívidas que somam R$ 17,3 bilhões, a Casas Bahia planeja realizar ajustes no seu marketplace e está em processo de negociação para obter um empréstimo que ajude a empresa a superar o período difícil.
Em uma teleconferência com analistas do mercado financeiro acerca dos resultados do segundo trimestre, o CEO da varejista, Renato Franklin, explicou que o plano de transformação da companhia inclui mudanças nos canais digitais com o objetivo de priorizar as vendas que trazem maior rentabilidade.
Atualmente, Casas Bahia e Ponto Frio operam com sites e aplicativos próprios, além de comercializarem produtos em marketplaces parceiros, como Mercado Livre e Shopee.
No início do ano, a varejista firmou um acordo com a Amazon para vender na plataforma produtos como TVs, smartphones e móveis da marca própria Bartira.
De acordo com Franklin, as vendas diretas, feitas quando o cliente acessa os apps ou sites da própria rede, apresentam margens de lucro maiores em comparação às vendas via marketplaces ou aquelas que dependem fortemente de publicidade.
Por isso, o grupo optou por diminuir operações digitais que apresentem custos elevados e, em alguns casos, priorizar marketplaces parceiros, uma vez que suas comissões podem ser inferiores aos custos necessários para gerar tráfego próprio.
Além disso, a companhia vem ajustando sua política comercial, reduzindo descontos e melhorando os preços, o que pode levar a uma queda no volume das vendas.
A estratégia consiste em adequar a demanda ao tamanho da operação considerada ideal, levando em consideração o estoque disponível no final do segundo trimestre, e focar nas vendas que proporcionem melhor retorno financeiro.
Franklin explicou: “Algumas operações digitais são muito onerosas. Nessas situações, utilizar a audiência dos marketplaces, mesmo considerando a comissão paga, é mais rentável e eficiente na alocação de capital para a empresa.”
Outra ação importante da empresa é a negociação de um empréstimo especial conhecido como DIP (Debtor in Possession), um tipo de crédito específico para companhias em recuperação judicial.
Esse financiamento oferece prioridade aos credores na fila para receber os valores devidos.
Fontes próximas informam que as negociações com instituições financeiras estão em andamento. Segundo reportagens, o valor desse crédito pretendido pode chegar a R$ 1 bilhão.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login