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Chanceler e ministro da Defesa do Peru deixam cargos por discordância na compra dos caças F-16

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Os ministros das Relações Exteriores e de Defesa do Peru renunciaram nesta quarta-feira (22) após divergirem com o presidente interino, José María Balcázar, sobre a aquisição dos caças F-16 dos Estados Unidos, num contrato avaliado em US$ 3,5 bilhões (aproximadamente R$ 17 bilhões).

Embora os dois ministros afirmem que o contrato já tenha sido firmado, o presidente comunicou na terça-feira a suspensão da compra para que a decisão fique para seu sucessor, que será escolhido no segundo turno das eleições presidenciais em junho.

Hugo de Zela, chanceler, declarou à rádio RPP que “o senhor Balcázar está colocando nosso país em risco, prejudicando nossa credibilidade e transformando o Peru em um parceiro pouco confiável para negociações”, ao anunciar sua renúncia.

O ministro da Defesa, Carlos Díaz, também informou que sua renúncia foi motivada por sua total discordância com a paralisação do processo de compra.

Ele ressaltou à mesma rádio que a medida não decorre de questões políticas, mas de uma necessidade estratégica para a segurança nacional.

Em outubro de 2024, o Peru anunciou a modernização de sua frota aérea, planejando a compra de 24 caças avançados por US$ 3,5 bilhões (R$ 17,61 bilhões). Entre as opções avaliadas estavam os modelos franceses Rafale, suecos Gripen e os americanos F-16 Block 70.

Em fevereiro, um comitê estatal selecionou a proposta dos F-16, considerando aspectos técnicos e geopolíticos.

Atualmente, o país conta com 12 aviões Mirage 2000, além dos modelos russos MiG-29 e bielorrussos Sukhoi-27, porém muitos deles estão fora de operação ou em reserva.

Essas renúncias acontecem em um momento de instabilidade política, com o país se preparando para um segundo turno eleitoral em junho.

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