Brasil
Cientistas alertam sobre possível interferência nas eleições
A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) expressaram preocupação com a possibilidade de interferência estrangeira nas eleições brasileiras, especialmente por parte dos Estados Unidos.
As instituições alertam para riscos que podem comprometer a soberania nacional, o funcionamento das instituições democráticas e a liberdade dos eleitores de escolherem seus representantes.
O comunicado reforça que a escolha dos governantes deve ser exclusivamente do povo brasileiro, sem influência de poderes externos, seja por pressões diretas, manipulação da informação ou uso indevido de tecnologias digitais.
Em relatório recente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ressalta-se a ameaça de influência dos Estados Unidos no pleito de 2026, indicando uma crescente pressão externa sobre o Brasil.
A ABC e a SBPC solicitaram a mobilização de instituições públicas, da comunidade acadêmica e civil para garantir uma eleição livre de interferências internacionais, defendendo um ambiente público pautado em informações confiáveis, respeito às instituições, liberdade de escolha e rejeição a qualquer tentativa de interferência externa.
As entidades também apoiaram a iniciativa do Instituto Vladimir Herzog, que levou a questão às Nações Unidas, pedindo reconhecimento internacional rápido do resultado eleitoral, independentemente do vencedor.
Em discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também destacou a importância da soberania e alertou contra intervenções estrangeiras nos processos democráticos da América Latina.
As eleições de 2026 estão agendadas para 4 de outubro, quando os brasileiros escolherão candidatos para diversos cargos, incluindo presidente da República.
Nota oficial da ABC e SBPC
A Academia Brasileira de Ciências e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência demonstram preocupação com possíveis interferências externas no processo eleitoral, especialmente vindas dos Estados Unidos, que podem afetar a soberania nacional e a democracia.
Ressaltam a iniciativa do Instituto Vladimir Herzog de levar a questão às Nações Unidas, demandando atenção internacional para garantir a não intervenção e o respeito aos resultados oficiais da Justiça Eleitoral.
Reafirmam que a decisão sobre os governantes cabe somente ao povo brasileiro, sem influências externas políticas, econômicas ou informacionais.
Destacam que, diante da circulação global de informações e tecnologias, é necessário identificar e apurar qualquer tentativa de interferência com base em evidências e transparência, em respeito ao Estado Democrático de Direito.
A defesa da democracia está ligada à comunidade científica, que depende do acesso ao conhecimento, liberdade de pensamento e integridade da informação para que os cidadãos formem suas convicções livremente.
Conclamam toda a sociedade brasileira a permanecer vigilante para preservar a integridade do processo democrático, promovendo um ambiente de informação confiável, respeito às instituições e liberdade de escolha.
Reafirmam princípios como soberania nacional, eleições livres, não intervenção externa, respeito à Constituição e reconhecimento do resultado oficial, independente do vencedor, como fundamentais para a democracia.
Helena Bonciani Nader e Francilene Procópio Garcia, em 21 de setembro de 2026, no Rio de Janeiro e São Paulo.

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