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Colômbia vai transferir 600 guerrilheiros e traficantes para áreas especiais para negociar

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O governo da Colômbia planeja mover cerca de 600 guerrilheiros e traficantes desarmados para áreas especiais dentro do território nacional, onde estarão protegidos contra ações militares, para continuar as negociações de sua desmobilização, pouco antes das eleições presidenciais.

Com menos de três meses para deixar o cargo em 7 de agosto, Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda do país, enfrenta desafios para implementar sua política de “paz total”, que inclui o objetivo de desmobilizar todas as organizações criminosas.

Atualmente, o presidente mantém negociações apenas com o influente cartel de drogas Clã do Golfo e alguns grupos guerrilheiros menores.

Na última quarta-feira, ele anunciou que autorizou o deslocamento desses membros para áreas específicas, onde continuarão as conversas.

O advogado do Clã do Golfo, que representa o grupo nas negociações com o governo do Catar, informou à Blu Radio que cerca de 500 “combatentes” do cartel, que possui quase 10.000 integrantes, serão realocados para essas regiões em troca de garantias de proteção legal e pessoal.

Recentemente, o governo pediu à Procuradoria que revogue os mandados de prisão contra o líder do grupo, conhecido como “Chiquito Malo”, e outros 28 membros, permitindo que eles se desloquem para as áreas designadas no norte do país.

No entanto, a Procuradoria negou o pedido, enquanto a imprensa relata insatisfação dos Estados Unidos com essa solicitação, pois o chefão do narcotráfico é procurado pelas autoridades americanas.

Petro declarou na quarta-feira que indivíduos com pedidos de extradição não serão autorizados a entrar nessas zonas especiais.

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