Economia
Diesel segue caro em abril, mas desacelera após picos de março
Os preços dos combustíveis no Brasil continuam elevados em abril, com o diesel S-10 exercendo a maior pressão sobre os valores. Embora os preços ainda aumentem, os dados indicam uma redução na velocidade do crescimento em comparação ao pico de março, sugerindo uma fase de acomodação dos reajustes, conforme divulgado pela ValeCard nesta quarta-feira (29).
Em alguns estados, as altas no preço do diesel ultrapassam 8%, como observado no Paraná (+9,10%), São Paulo (+8,67%), Distrito Federal (+8,18%), Sergipe (+8,10%) e Paraíba (+8,06%), demonstrando que os reajustes ocorrem de forma desigual pelo país. Na média, o diesel S-10 teve um aumento de 6,38% no mês.
O Acre foi o único estado a registrar queda nos preços, com o litro passando de R$ 7,211 em março para R$ 6,827 em abril, uma redução de 5,33%. Os dados da ValeCard foram coletados a partir das transações feitas entre 1º e 26 de abril, em mais de 25 mil postos credenciados, evidenciando um mercado ainda pressionado, com o diesel sendo o combustível mais afetado, enquanto gasolina e etanol apresentam aumentos mais moderados.
Na média nacional, a gasolina subiu de R$ 6,706 em março para R$ 6,910 por litro em abril, alta de 3,04%, enquanto o etanol passou de R$ 4,847 para R$ 4,878, um aumento de 0,64%. O diesel S-10 saltou de R$ 6,893 para R$ 7,333 o litro.
Esse levantamento, baseado nos pagamentos efetuados na rede credenciada, reflete os preços efetivamente pagos pelos consumidores e mostra com maior precisão a movimentação dos valores no país. Apesar dos reajustes continuarem, abril mostra uma desaceleração na velocidade dos aumentos.
Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, explicou: “Embora os dados consolidados ainda indiquem níveis elevados, o aumento do preço do diesel não foi constante ao longo do mês. A pressão começou a crescer a partir da segunda metade de março, alcançando um pico entre o final daquele mês e o início de abril, impulsionada por reajustes recentes e a necessidade de ajustar os preços.” Ele acrescentou: “Agora, observamos uma mudança nesse movimento, com desaceleração e tendência de estabilização nas próximas semanas, à medida que o mercado assimila esse impacto inicial.”
Marcelo Braga também destacou que o cenário permanece incerto. Influências externas, como alterações na dinâmica da Opep, incluindo a recente saída dos Emirados Árabes Unidos, podem causar novos períodos de volatilidade e afetar a formação dos preços. “Portanto, embora haja sinais de estabilização no curto prazo, é preciso continuar atento ao ambiente econômico,” finalizou o diretor.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login