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Embaixadas dos EUA aconselham saída do Oriente Médio
As embaixadas americanas em diversas nações do Oriente Médio emitiram um aviso para os cidadãos dos Estados Unidos sobre uma possível intensificação dos conflitos na região, aconselhando-os a estarem prontos para deixar o local.
Recentemente, Irã e EUA retomaram ataques noturnos após um breve período de calmaria, embora não tenham ocorrido ataques na noite de sexta-feira (31).
Fontes da imprensa americana indicam que Washington está ponderando a possibilidade de realizar ataques aéreos significativos neste fim de semana, focando especialmente em infraestruturas energéticas. Contudo, conforme reportagem da CBS, que cita fontes anônimas, o presidente Donald Trump ainda não autorizou tais ações.
Trump reiterou ameaças de realizar fortes ofensivas contra o Irã, que desde o início das hostilidades em julho voltou a atacar aliados dos EUA e bases americanas na região.
O alerta divulgado pelas missões diplomáticas dos EUA em cidades como Amã, Abu Dhabi, Jerusalém, Mascate, Kuwait, Bagdá, Riade, Doha e Beirute orienta os americanos a considerarem partir ou se prepararem para isso caso a situação se agrave.
As orientações incluem verificar as informações sobre voos e seguir as recomendações das autoridades locais de segurança.
O comunicado destaca que os cidadãos devem agir com cautela, aumentar a vigilância e se precaver contra cancelamentos de voos, fechamento do espaço aéreo e possíveis intervenções militares.
Na Jordânia, a recomendação é evitar bases militares, que foram alvo recente de mísseis iranianos. Em Israel, devem identificar os abrigos antiaéreos mais próximos. Já no Líbano, apenas o pessoal essencial permaneceu na embaixada.
O alerta ressalta a imprevisibilidade do regime iraniano, que tem realizado ataques sem aviso em várias áreas da região, inclusive ampliando suas ações para locais não atingidos anteriormente, como o Egito.
Na última quarta-feira, um drone atingiu uma embarcação pertencente a uma empresa dos EUA em um porto egípcio. As autoridades egípcias investigam o ocorrido, sem atribuir até o momento responsabilidade a algum grupo.
O conflito no Oriente Médio teve início em 28 de fevereiro, com ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra alvos na região.

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