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esquerda em SC aposta em candidato com apoio passado a Bolsonaro e indicação de Lula

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Está prevista para lançamento nesta quinta-feira a chapa que reunirá partidos de esquerda na disputa pelo governo de Santa Catarina, composta pelo ex-deputado estadual Gelson Merisio (PSB). Apesar de, em 2018, ter declarado apoio ao então presidente Jair Bolsonaro (PL), Merisio vem buscando aproximação com o PT nos últimos anos.

O grupo também aposta na indicação do ex-presidente do Sebrae Décio Lima (PT) para o Senado. Eles enfrentarão a ala bolsonarista, que possui forte atuação no estado e terá como candidatos o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) e a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC).

Essa aliança, definida internamente como a união do “campo democrático” em Santa Catarina, inclui ainda a ex-deputada Ângela Albino (PDT) como vice e o vereador por Florianópolis Afrânio Boppré (PSOL) indicado para a segunda vaga ao Senado.

Merisio tenta o retorno à vida política concorrendo a um cargo eletivo após oito anos fora das urnas. Em 2018, foi derrotado pelo ex-governador Carlos Moisés da Silva, à época filiado ao PSL, partido de Bolsonaro.

Nos dias que antecederam a eleição, Merisio declarou apoio a Bolsonaro em um vídeo, justificando sua escolha como coerente com o que desejava para Santa Catarina.

Após a derrota, Merisio afastou-se do bolsonarismo e se aproximou de Décio Lima. Ele coordenou a campanha que levou o petista ao segundo turno em Santa Catarina em 2022, um feito inédito para o PT no estado desde a redemocratização.

“Não pedi voto para Bolsonaro, nem subi em seu palanque, pois ele tinha candidato ao governo. Apenas declarei meu voto pessoal para buscar uma chance de mudança, mesmo que isso não estivesse completamente alinhado com meus valores progressistas. No entanto, o governo Bolsonaro foi um desastre para o país, e a reaproximação com o PT, com quem sempre mantive relação cordial, é para construir um projeto alinhado para o estado”, afirmou Merisio ao Globo.

Para esta eleição, ele deixou o Solidariedade e filiou-se ao PSB para ser o candidato ao governo. Essa escolha partiu do Palácio do Planalto e foi uma decisão pessoal do presidente Lula, segundo o deputado estadual e dirigente do PT catarinense Fabiano da Luz, que esteve em Brasília para apresentar a chapa formalmente ao presidente.

“Santa Catarina foi o único estado onde Lula escolheu pessoalmente o candidato ao governo, convidando Merisio. Ele estava disposto a concorrer em 2030, mas aceitou competir já este ano, após 8 anos fora”, declarou Fabiano. “Com Merisio, conseguimos unir partidos como o PDT, antes distantes, e obter o voto de centro para chegar ao segundo turno.”

Simultaneamente, o PT priorizou a eleição de Décio Lima ao Senado, num momento em que Lula busca formar uma bancada governista competitiva. Contra ele, concorrem Carlos Bolsonaro e Carol de Toni, candidatos apoiados pelo governador Jorginho Mello (PL), que busca reeleição.

Merisio afirmou que Décio Lima e Afrânio Boppré são os nomes ideais para representar Santa Catarina no Senado, ampliando o espaço do campo democrático no Congresso para apoiar os projetos do presidente Lula e defender os interesses do estado e do Brasil.

Antes da chapa bolsonarista ser definida, Carol de Toni ameaçou deixar o partido se não fosse indicada ao Senado, diante da preferência do PL nacional pelo senador Esperidião Amin (PP). Escanteado da composição oficial, Amin declarou apoio ao ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues (PSD), que se define como candidato da “direita real” no estado.

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