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EUA atacam ilha iraniana pela primeira vez em um mês
Os Estados Unidos realizaram ataques aéreos na ilha iraniana de Larak neste domingo (30), marcando a primeira ofensiva desse tipo em um mês, de acordo com o comando militar americano no Oriente Médio. O governo do Irã afirmou que o ataque resultou em mortos e feridos.
Tim Hawkins, porta-voz do Centcom, declarou que “no início do dia, as forças americanas atingiram dois lançadores iranianos na ilha de Larak”, onde foram observados membros da Guarda Revolucionária Islâmica preparando o lançamento de foguetes com minas navais.
A Guarda Revolucionária confirmou que o bombardeio americano causou vítimas e alertou que irá retaliar em resposta à “agressão” sofrida.
Em retaliação, a Guarda Revolucionária iraniana atacou em seguida alvos militares dos EUA na Jordânia utilizando mísseis balísticos e drones, mirando instalações técnicas, de manutenção e aeronaves, conforme comunicados divulgados pela mídia estatal do Irã.
O Exército da Jordânia informou que interceptou com sucesso oito mísseis que violaram seu espaço aéreo, sem indicar sua origem.
Esses eventos ocorrem após um período de diminuição das tensões, durante o qual o governo Trump havia priorizado sanções econômicas em lugar de ações militares contra o Irã. Apesar disso, confrontos esporádicos têm ocorrido, especialmente na área do estreito de Ormuz.
Recentemente, o Centcom finalizou a remoção de minas das rotas marítimas internacionais do estreito, uma via estratégica para o transporte global de hidrocarbonetos, bloqueada por Teerã e alvo de ataques contra navios.
Os Estados Unidos mantêm bloqueios nos portos iranianos para conter as ações iranianas.
O conflito entre Irã e Estados Unidos teve início em 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos EUA e Israel, seguido por retaliações direcionadas aos países do Golfo aliados de Washington. Um cessar-fogo iniciado em abril foi rompido em julho, com as hostilidades se intensificando novamente e as negociações de paz estagnadas.
Após os ataques, os preços do petróleo subiram, com o barril de Brent ultrapassando 90 dólares e o West Texas Intermediate atingindo 85,41 dólares.
A guerra com o Irã enfrenta forte oposição dentro dos EUA, especialmente com as eleições de meio de mandato se aproximando em novembro, que podem alterar o controle do Congresso.
Além do cenário militar, os Estados Unidos aumentaram a pressão econômica sobre o Irã através da imposição de sanções secundárias que atingem parceiros comerciais do país em setores como ouro, tecnologia, ativos digitais, aviação e transporte marítimo. Cerca de 60 indivíduos, empresas e navios envolvidos com o Irã foram alvo recente dessas sanções.
A China, destacada como parceira econômica do Irã, afirmou que defenderá firmemente seus interesses e a colaboração com Teerã.
Apesar das dificuldades econômicas reconhecidas pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, o governo iraniano permanece firme em sua posição de não ceder às pressões econômicas dos Estados Unidos e descarta retornar ao cenário pré-conflito no estreito de Ormuz.

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