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EUA impõem novas sanções econômicas a Cuba
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (7) o endurecimento das sanções contra importantes entidades econômicas em Cuba, buscando aumentar a pressão sobre o governo comunista da ilha.
As sanções reveladas pelo secretário de Estado, Marco Rubio, atingem uma empresa mista envolvendo a mineradora canadense Sherritt, que comunicou quase simultaneamente sua saída do país.
Rubio também incluiu em novas penalidades a Gaesa, o conglomerado comercial controlado pelas Forças Armadas responsáveis por cerca de 40% da economia cubana.
A Gaesa já enfrentava restrições americanas, mas as recentes medidas têm como base um decreto assinado na semana anterior pelo presidente Donald Trump, que estabelece que bancos estrangeiros envolvidos em certas transações com setores econômicos cubanos podem sofrer sanções.
“A apenas 145 quilômetros dos Estados Unidos, o regime cubano arruinou a ilha e a utilizou como base para operações de inteligência, militares e terroristas estrangeiras”, afirmou Rubio, um cubano-americano conhecido por sua posição crítica contra Havana.
Ele avisou que novas sanções devem ser implementadas nas próximas semanas.
Rubio destacou que a Gaesa “foi constituída para gerar lucros para a elite corrupta, não para o povo cubano”.
Uma investigação do Miami Herald, baseada em documentos vazados, estima que a empresa possuía ativos no valor de 18 bilhões de dólares no início de 2024, cifra comparável aos gastos do próprio Estado cubano.
Trump já mencionou publicamente a possibilidade de assumir o controle de Cuba, que está sob embargo norte-americano quase ininterruptamente desde a revolução comunista liderada por Fidel Castro em 1959.

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