Economia
FGV: 70,8% dos trabalhadores afirmam ganhar o suficiente para suas contas essenciais
Sete a cada dez trabalhadores, correspondendo a 70,8%, afirmaram conseguir pagar suas despesas essenciais nos últimos três meses com o dinheiro que recebem. Essas despesas incluem moradia, educação, alimentação e saúde. Os dados são da Pesquisa do Mercado de Trabalho de abril divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
Este é o segundo recuo consecutivo após três meses de alta. Como as séries de dados ainda são recentes e sem ajustes sazonais, é preciso ter cautela ao comparar números recentes, destacou a FGV.
O fortalecimento do mercado de trabalho pode justificar a boa performance geral do indicador.
Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, explicou que os resultados positivos no mercado de trabalho nos últimos meses impulsionaram o aumento da renda dos trabalhadores. Apesar da maioria estar conseguindo pagar suas contas básicas, a segunda queda seguida pode indicar o fim da tendência de alta. A previsão é de desaceleração do mercado de trabalho em 2026, o que deve tornar o crescimento da renda mais lento. Também será importante acompanhar a inflação ao longo do ano, especialmente com as consequências dos conflitos globais e o aumento do preço do petróleo, que podem afetar a percepção dos trabalhadores sobre sua renda.
Sobre as três despesas que mais pesam no orçamento familiar, 72,2% dos entrevistados apontaram a alimentação como principal gasto. Em seguida aparecem o aluguel ou financiamento da casa, mencionado por 46,5%, e contas de serviços públicos, como água e eletricidade, citadas por 44,9%. Gastos com saúde foram destacados por 35,6% dos entrevistados, e transporte, por 25,7%.
A pesquisa também indicou aumento na proporção de pessoas muito satisfeitas com o trabalho principal, de 12,7% em março para 13,1% em abril, enquanto o grupo de muito insatisfeitos diminuiu de 0,6% para 0,5% no mesmo período.
Quanto ao temor de perder o emprego ou a fonte de renda, o percentual que considera essa possibilidade muito improvável subiu de 8,6% para 9,9%, e o grupo que julga muito provável caiu de 1,6% para 1,3% entre março e abril.

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