Brasil
Identifique os envolvidos na rede de exploração sexual no Rio
João Lucas Figueiredo Perrenoud, personal trainer de 24 anos, foi detido em Maricá, Região Metropolitana do Rio, suspeito de fazer parte de uma rede criminosa que explora sexualmente adolescentes. Conforme noticiado pelo g1, ele coagia uma jovem por meio de mensagens para que ela se encontrasse com dezenas de homens. A polícia informou que ele buscava a adolescente próximo à escola e a levava até os locais onde ocorriam os abusos.
Ele está entre os oito detidos na Operação NXIVM, conduzida pela Polícia Civil, que investiga um esquema envolvendo produção de vídeos violentos, estupros coletivos, torturas, ameaças e chantagens. Sete pessoas foram presas durante a operação na quarta-feira em Niterói, São Gonçalo e Maricá, que tinha a meta de cumprir dez mandados de prisão e 18 de busca e apreensão.
Também estão na lista de investigados um terceiro-sargento da Polícia Militar e um assessor parlamentar da deputada federal Talíria Petrone (PSOL). A investigação iniciou em julho, após a prisão de Matheus Rodrigues Gonçalves, ex-assessor do vereador Professor Túlio (PSOL), em Niterói, suspeito de abusar de uma adolescente de 16 anos e de ter colaborado para identificar outros membros da rede.
Quem são os investigados
- João Lucas Figueiredo Perrenoud, 24 anos – Personal trainer preso em Maricá, acusado de pressionar uma adolescente a se encontrar com diversos homens e levá-la para os locais de abuso.
- Maurício Douglas Souza das Chagas Moura, 35 anos – Terceiro-sargento da Polícia Militar, lotado no 1º BPM (São Gonçalo), preso e investigado por participação no esquema. A PM acompanha o caso para tomar providências.
- Carlos Alberto Lucio Bittencourt Filho, 45 anos – Assessor parlamentar da deputada federal Talíria Petrone (PSOL), também detido. A deputada exonerou o assessor e pediu apuração rigorosa.
- Matheus Rodrigues Gonçalves, 36 anos – Ex-assessor do vereador Professor Túlio (PSOL), preso em julho por abusar de uma adolescente e estar envolvido em estupro coletivo gravado e usado para chantagem. Ele também criou perfil falso em rede social para atrair outras vítimas.
- Miguel Ribeiro Magni, 20 anos – Suspeito de filmar os abusos cometidos contra as adolescentes.
- João Pedro Alecrim Soares, 25 anos; Natã Marques Pereira, 28 anos; e Carlos Otavio de Oliveira Soares da Silva, 29 anos – Presos na operação, mas com detalhes individuais da participação ainda não divulgados.
Funcionamento do esquema
Segundo a investigação, os envolvidos gravavam vídeos de violência sexual contra adolescentes e usavam essas imagens para ameaçar as vítimas e compelir a submissão a novos abusos. A chantagem era acompanhada de agressões físicas e psicológicas para manter o controle sobre as vítimas.
A polícia revelou que os acusados se intitulavam “senhores” e tratavam as vítimas como “escravas”. A ação policial foi coordenada pela 74ª DP (Alcântara), com suporte do 4º Departamento de Polícia de Área e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar. As autoridades continuam investigando para identificar outras vítimas e esclarecer o papel de cada suspeito.
Os investigados devem responder criminalmente por estupro de vulnerável, corrupção de menores, exploração sexual de adolescentes, organização criminosa e tortura.

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