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Irã alerta possível retomada de conflito com EUA

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Um comando militar do Irã alertou neste sábado (2) que é provável que as hostilidades com os Estados Unidos sejam retomadas, após o presidente americano, Donald Trump, manifestar insatisfação com a última proposta iraniana para encerrar o conflito.

As tensões permanecem após um cessar-fogo iniciado em 8 de abril, que segue quase 40 dias de bombardeios por parte dos EUA e Israel contra o Irã, e ataques de retaliação iranianos contra as monarquias do Golfo, aliadas a Washington.

Teerã e Washington mantêm posições divergentes, principalmente sobre o controle do Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano. Recentemente, o Irã enviou uma nova proposta por meio do Paquistão, que atua como mediador, mas não foram divulgados detalhes sobre essa oferta.

No entanto, o presidente Trump rejeitou rapidamente essa iniciativa, expressando insatisfação diante da situação. Ele questionou se o objetivo seria destruir o Irã ou tentar negociar um acordo.

Segundo Mohamad Jafar Asadi, inspetor-adjunto do comando militar central Jatam al Anbiya, “é provável que o conflito com os Estados Unidos seja retomado, e está claro que os EUA não cumprem promessas ou acordos”. Ele acrescentou que as forças armadas iranianas estão completamente preparadas para qualquer ação imprudente por parte dos americanos.

Embora o presidente Trump tenha informado ao Congresso que as hostilidades com o Irã haviam terminado, a presença contínua de forças militares norte-americanas na região indica um cenário diferente. Apesar da saída do porta-aviões USS Gerald Ford do Oriente Médio, cerca de 20 navios da Marinha americana ainda permanecem, incluindo dois porta-aviões.

O conflito já causou milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano, e afetou a economia global, com o preço do petróleo alcançando seu maior nível em quatro anos.

Enquanto o bombardeio direto entre EUA e Irã cessou, o conflito regional continua, principalmente no Líbano, onde Israel mantém ataques contra o grupo islamista Hezbollah, aliado do Irã. Os Estados Unidos impõem um bloqueio naval aos portos iranianos em resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã.

Além disso, os EUA anunciaram novas sanções contra interesses iranianos e alertaram que países que pagarem pedágios para passar pelo Estreito estarão sujeitos a sanções.

Consequências diplomáticas também surgem na Europa, com o Pentágono anunciando a retirada de 5.000 militares da Alemanha em um ano, em um momento de preocupações sobre as ambições russas e o papel dos EUA na Otan. Donald Trump expressou irritação com comentários do chanceler alemão, Friedrich Merz, que afirmou que os EUA não têm uma estratégia clara para o Irã e foram humilhados pela República Islâmica.

No Irã, apesar da trégua, a situação interna é tensa, com alta inflação e desemprego, agravados por décadas de sanções. Notícias diárias incluem prisões e execuções, como a recente de dois homens acusados de espionagem para Israel.

Amir, um iraniano de 40 anos, expressa sentimento de estar preso em uma situação difícil, preocupado com a possibilidade de novos ataques dos Estados Unidos e Israel enquanto o mundo permanece indiferente.

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