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Israel critica premiação de Navi Pillay com Nobel da Paz e acusa incentivo ao ódio
O Ministério das Relações Exteriores de Israel rebateu nesta sexta-feira a concessão do Nobel da Paz de 2026 à jurista sul-africana Navi Pillay, ex-chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), acusando a premiada de liderar uma campanha politicamente direcionada contra Israel.
“Se existisse um prêmio para mentiras, ódio e falsas acusações, Navi Pillay não seria apenas uma candidata, mas a preferida”, declarou o ministério israelense em publicação na rede social X. Segundo a pasta, a escolha de Pillay representa uma “utilização inadequada” do Nobel para promover “ódio e preconceito contra Israel”. A nota também mencionou que, após essa decisão, “Joseph Goebbels certamente estaria aplaudindo do inferno”.
Pillay, de 85 anos, liderou a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre os territórios palestinos ocupados e Israel, que concluiu no ano passado que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza, além de atribuir responsabilidade a autoridades israelenses por incitação ao crime.
O governo do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu rejeita tais conclusões, acusando o órgão de parcialidade. A comissão também responsabilizou o Hamas por crimes de guerra e violação das leis humanitárias internacionais no ataque ocorrido em 7 de outubro de 2023.
Ao anunciar a premiação em Oslo, o Comitê Norueguês do Nobel destacou que a atuação de Pillay em defesa do direito internacional serve como “uma fonte de esperança e inspiração” e afirmou que a escolha transmite uma mensagem em favor do sistema internacional baseado em regras.
Pillay, que já atuou como juíza no Tribunal Penal Internacional (TPI) e atualmente é magistrada ad hoc na Corte Internacional de Justiça (CIJ), reiterou, após a premiação, sua avaliação de que os acontecimentos em Gaza configuram um “genocídio”.


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