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Jordânia ataca terroristas na Síria após ataque mortal à igreja

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O Exército da Jordânia declarou que realizou ataques nesta segunda-feira (26) contra grupos terroristas na Síria, em resposta a um ataque jihadista que causou várias mortes em uma igreja na semana anterior. A ação ocorreu poucas horas após a detenção de três suspeitos pelo atentado.

As forças aéreas jordanianas destruíram diversas bases inimigas, ferindo e matando integrantes dos grupos relacionados ao ataque contra a igreja.

Na semana passada, um ataque sem precedentes a uma igreja greco-ortodoxa resultou em nove mortos e 25 feridos. As autoridades jordanianas prenderam três suspeitos na segunda-feira.

O governo sírio informou que o número de vítimas fatais dos ataques aéreos no sul do país subiu para oito, incluindo um idoso e três crianças, além de quatro feridos atendidos nos hospitais da província de Daraa.

Além disso, a Síria ressaltou que a Jordânia não consultou previamente as autoridades antes dos ataques, segundo a agência estatal SANA. O Ministério das Relações Exteriores sírio expressou reservas quanto à operação unilateral em seu território e destacou que comunicados seguem para gerir as consequências e proteger a soberania síria.

Rei Abdullah II afirmou que prometeu que responsáveis pelo terrorismo seriam levados à justiça e que ideologias divisivas não seriam aceitas no país, em publicação na rede social X.

Atentados contra locais religiosos são raros na Jordânia. Em 2016, um ataque na cidade de Karak, que também abriga importantes comunidades cristãs, deixou 10 mortos em centros de segurança.

Contexto do ataque

O ataque contra cristãos ocorreu na sexta-feira durante uma procissão fúnebre na aldeia de Hamud, sub-região de Karak, zona com significativa população cristã no reino de maioria muçulmana.

Os atacantes invadiram a Igreja Greco-Ortodoxa de São Jorge e abriram fogo contra a procissão.

Os três detidos, definidos como terroristas, estavam refugiados em uma casa abandonada em Karak. Dos suspeitos, dois são irmãos e o terceiro, cunhado, todos adeptos da ideologia extremista takfirista, conforme declararam autoridades de segurança.

Os suspeitos foram feridos na tentativa de prisão e receberam atendimento hospitalar. Armas e munições foram confiscadas na residência.

Ministro do Interior Mazen Al Faraya ressaltou que os responsáveis foram capturados e que investigam as causas do extremismo entre jovens, responsabilizando os envolvidos.

De acordo com autoridades, não há evidências de contatos ou apoio externo aos suspeitos.

Rei Abdullah II, que visitou as vítimas, declarou que a segurança do povo jordaniano é uma linha que não pode ser ultrapassada.

O primeiro-ministro Jafar Hassan decretou três dias de luto nacional desde sexta-feira, com bandeiras a meio mastro em órgãos públicos e governamentais.

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