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Lula diz que Trump não pode ameaçar outros países

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Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, criticou recentemente a abordagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação a países como Irã, Cuba e Venezuela. Lula afirmou que o mundo não permite que os EUA ameacem nações com as quais discordam.

Segundo o presidente brasileiro, Trump não tem o direito de acordar e decidir ameaçar um país, ressaltando que nem a Constituição dos EUA nem a carta da ONU conferem tal poder.

Na semana anterior, Trump havia ameaçado o Irã com uma ação extrema caso não aceitasse os termos norte-americanos para encerrar conflitos no Oriente Médio.

Em entrevista ao jornal El País, Lula destacou que nenhum país deve lesar a integridade ou a soberania de outro território.

O presidente brasileiro enfatizou também a necessidade de líderes globais serem responsáveis e reconhecerem que o planeta não pertence a uma única nação, e que os países mais influentes devem zelar pela paz mundial.

Risco de conflito mundial

Lula mencionou o perigo de uma terceira guerra mundial decorrente da intervenção dos EUA em outros países, qualificando-a como uma tragédia muito mais devastadora que a Segunda Guerra Mundial.

Ao ser questionado sobre essa possibilidade, o presidente afirmou que, se governos continuarem a agir com agressividade, esse conflito pode se tornar realidade.

Situação de Cuba

Lula repudiou o aumento do bloqueio econômico contra Cuba, vigente há quase setenta anos, e ressaltou a importância do país para o Brasil.

O presidente questionou a incoerência de um embargo prolongado contra Cuba enquanto países em crises severas, como o Haiti, não enfrentam o mesmo tipo de sanção, mesmo sem regimes comunistas.

Ele também pontuou que Cuba precisa de oportunidades para melhorar sua situação interna, ressaltando as dificuldades em receber alimentos, combustível e energia.

Posição sobre a Venezuela

Com relação à Venezuela, Lula declarou que o governo brasileiro apoia a realização das eleições previstas para julho de 2024 e que seus resultados sejam respeitados para que o país retome a paz.

Ele criticou a tentativa dos EUA de controlar a administração venezuelana.

Taxas comerciais

Sobre as tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros entre abril e agosto de 2025, Lula lembrou de sua postura pragmática no diálogo com Trump, enfatizando que chefes de Estado devem agir conforme os interesses dos seus países, não ideologias.

Após negociações, os EUA revogaram a taxa de 40% sobre diversos produtos brasileiros, e a Suprema Corte norte-americana derrubou essas medidas agressivas, atendendo demandas empresariais locais.

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