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Manifestação apoia redução da jornada de trabalho proposta por Lula

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Milhares de pessoas participaram nesta quarta-feira (15) de uma manifestação em Brasília, organizada por centrais sindicais, para apoiar a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de diminuir a jornada de trabalho.

Lula está em empate técnico nas intenções de voto para as eleições presidenciais de outubro com o candidato de direita Flávio Bolsonaro (PL/RJ), filho e sucessor político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O presidente apresentou ontem ao Congresso, em regime de urgência, um projeto de lei que visa reduzir em quatro horas a jornada semanal dos trabalhadores formais, uma prioridade de seu terceiro mandato.

Os manifestantes percorreram a Esplanada dos Ministérios em Brasília em apoio à proposta. Posteriormente, líderes sindicais se encontraram com Lula no Palácio do Planalto, entregando um documento com demandas para o período de 2026 a 2030.

Lula comentou: “Nem sempre a classe trabalhadora tem a oportunidade de chegar ao Palácio”. Ele também afirmou aos trabalhadores: “É essencial que vocês comecem a pensar em como garantir um Senado e uma Câmara comprometidos com os direitos da maioria do povo brasileiro”. O presidente usava um boné vermelho com slogans apoiando a redução da jornada.

Mais tempo de descanso

A proposta do governo diminui a jornada de trabalho em quatro horas por semana para empregados formais, que geralmente trabalham 44 horas em seis dias. Isso proporcionaria um dia extra de descanso para milhões de trabalhadores, segundo o governo. A proposta ainda precisará ser aprovada por um Congresso majoritariamente conservador.

“Achamos que as empresas podem se adaptar para não terem prejuízo e, ao mesmo tempo, a classe trabalhadora sair ganhando”, declarou Janio Pires, diretor do Sinttel, sindicato dos trabalhadores em telecomunicações.

Lula, de 80 anos, enfrenta crescente rejeição conforme pesquisas recentes. O governo espera que o projeto seja analisado em até 90 dias.

“Estamos falando de um prazo de três meses para que o projeto seja aprovado, vire lei e seja sancionado pelo presidente Lula, beneficiando trabalhadores”, afirmou o secretário da Presidência, Guilherme Boulos.

Conforme a pesquisa Genial/Quaest, publicada nesta quarta-feira, Flávio Bolsonaro e Lula estão tecnicamente empatados para um possível segundo turno, com 42% e 40% das intenções de voto, respectivamente.

Flávio Bolsonaro, 44 anos, surgiu como principal liderança da direita após ser apontado sucessor político por seu pai, que está preso cumprindo pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.

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