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Trabalhadores apoiam proposta de Lula para diminuir jornada de trabalho
Milhares de pessoas se reuniram em Brasília nesta quarta-feira (15), convocadas por centrais sindicais, para demonstrar apoio à proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de reduzir a jornada de trabalho.
O presidente enviou recentemente ao Congresso um projeto de lei que visa diminuir em quatro horas semanais a jornada de trabalho dos empregados formais. A medida pretende garantir um dia extra de descanso por semana para milhões de trabalhadores que atualmente cumprem uma jornada de 44 horas distribuídas em seis dias.
Manifestantes percorreram a Esplanada dos Ministérios, e representantes sindicais, posteriormente, encontraram-se com Lula no Palácio do Planalto para entregar um documento com reivindicações para o período de 2026 a 2030.
Lula ressaltou a importância da participação da classe trabalhadora nos espaços de poder, destacando a necessidade de eleger um Senado e uma Câmara comprometidos com os direitos da maioria da população. O presidente estava usando um boné vermelho com mensagens de apoio à redução da jornada.
A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Congresso, que possui uma maioria conservadora. Segundo Janio Pires, diretor do Sinttel, sindicato de trabalhadores em telecomunicações, acredita-se que é possível adaptar a medida para que as empresas não sejam prejudicadas enquanto os trabalhadores ganhem mais qualidade de vida.
Lula, de 80 anos, enfrenta desafios políticos, incluindo o aumento da rejeição à sua administração conforme as pesquisas recentes. O governo espera que o projeto seja discutido e aprovado dentro dos próximos 90 dias.
Guilherme Boulos, secretário da Presidência, afirmou que o prazo para aprovação e sanção da proposta é de três meses, visando beneficiar os trabalhadores brasileiros.
Pesquisas recentes indicam um empate técnico nas intenções de voto entre Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato de direita Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado. Flávio Bolsonaro, com 44 anos, consolidou-se como líder da direita após ser apontado como sucessor político de seu pai.

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