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Maria Corina Machado convoca venezuelanos em Madri para preparar retorno ao país
A líder opositora venezuelana Maria Corina Machado se dirigiu neste sábado (18) a uma grande multidão de compatriotas na Puerta del Sol, em Madri, exortando-os a se prepararem para o momento do reencontro e reconstrução da Venezuela.
Milhares de venezuelanos reuniram-se na capital espanhola para ver a líder pela primeira vez em muitos anos. Maria Corina Machado deixou a Venezuela em dezembro para receber o Nobel da Paz em Oslo, após mais de uma década sem sair do país, incluindo um período na clandestinidade.
“Estamos indo para lá!”, declarou Machado para a multidão que clamava por eleições. “Aqui começamos o retorno para o lar”, afirmou.
Ela ressaltou que muitos venezuelanos no exterior encontraram acolhida, carinho e oportunidades para se preparar para esse retorno. Segundo Machado, os últimos 27 anos foram um tempo de preparação para reconstruir uma nação livre.
O governo chavista, liderado por Hugo Chávez e depois Nicolás Maduro, teve seu fim com a captura de Maduro e sua transferência para Nova York para julgamento, sendo substituído por uma figura próxima, Delcy Rodríguez.
A Espanha abriga cerca de 700 mil venezuelanos em sua diáspora, sendo um dos principais destinos. Dayanna Padrino, uma venezuelana que vive na Espanha, comentou que o retorno dos venezuelanos ao país é um processo irreversível, com esperança de reconstruir a nação que conheciam.
A visita de Maria Corina Machado à Espanha contou com a entrega simbólica das chaves da cidade e uma coletiva de imprensa, onde ela defendeu sua decisão de doar seu prêmio Nobel ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmando sua confiança no apoio dos EUA para uma transição democrática na Venezuela.
Machado afirmou estar coordenando seu retorno à Venezuela com Washington, demonstrando respeito mútuo e entendimento com o governo americano, considerado fundamental para o avanço democrático.
Além disso, criticou o presidente colombiano, Gustavo Petro, por sugerir um governo de conciliação entre a presidente interina Delcy Rodríguez e a oposição, classificando tal proposta como uma manobra para atrasar o processo eleitoral venezuelano.
Machado descreveu Delcy Rodríguez e seu regime como representantes do caos, violência e terror no país.
Por fim, foi anunciado que Gustavo Petro viajará a Caracas em 24 de abril, marcando a primeira visita de um líder latino-americano à Venezuela desde a queda de Maduro.

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