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Economia

Mercados europeus fecham em baixa com expectativa de acordo entre EUA e Irã e balanços em foco

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As bolsas europeias encerraram o dia em baixa nesta quinta-feira (7), corrigindo os ganhos da sessão anterior, enquanto a cautela permanece diante da possibilidade de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã para pôr fim ao conflito no Oriente Médio. Os investidores também analisam os resultados trimestrais de importantes empresas da região.

Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 1,55%, fechando em 10.276,95 pontos. Frankfurt registrou uma queda de 0,99% no DAX, que fechou em 24.671,54 pontos. Paris viu o CAC 40 recuar 1,17%, a 8.202,08 pontos. Em Milão, o FTSE MIB diminuiu 0,82%, para 49.291,01 pontos, enquanto em Madri o Ibex 35 caiu 0,17%, aos 18.073,50 pontos. Lisboa também acompanhou o movimento, com o PSI 20 caindo 1,43%, encerrando em 9.134,30 pontos. Essas cotações são preliminares.

A repetida declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o conflito no Irã deve terminar rapidamente, alimentou expectativas sobre um possível fim das hostilidades entre os dois países, o que pressionou os preços do petróleo para baixo.

O alívio com a redução dos riscos geopolíticos, somado ao alerta da Shell de que sua produção no segundo trimestre será menor devido ao conflito, levou as ações da petrolífera a recuar 3,25%. Outras grandes empresas do setor energético, como a BP e a TotalEnergies, também registraram quedas próximas a 3%.

As implicações econômicas da guerra continuam sendo monitoradas pelos banqueiros centrais. Martin Kocher, representante do Banco Central Europeu (BCE), mencionou que a instituição pode elevar as taxas de juros nos próximos meses caso a inflação não apresente melhora.

Na quinta-feira, o banco central da Noruega (Norges Bank) aumentou a taxa de juros de 4% para 4,25%, visando combater a inflação, enquanto o banco central da Suécia (Riksbank) optou por manter a taxa estável em 1,75% pela quinta vez consecutiva.

Entre os pontos de atenção dos investidores está a relação comercial entre a União Europeia (UE) e a China, que teve um novo desdobramento: Pequim criticou o bloco europeu por sua decisão de classificar o país como “de alto risco”, o que proíbe o financiamento de projetos envolvendo investidores chineses do setor energético, conforme a recente atualização dessa classificação.

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