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Meta e TikTok vão aumentar checagem de fatos após crise em Ceuta
A União Europeia anunciou na última terça-feira (11) que a Meta e o TikTok concordaram em intensificar a checagem de fatos para combater a desinformação relacionada à recente entrada massiva de migrantes no território espanhol de Ceuta, localizado no norte da África.
Especialistas destacam que a circulação de informações falsas nas redes sociais influenciou a chegada de 72.000 migrantes ao enclave espanhol no final de julho, um evento que resultou em dezenas de mortes.
De acordo com especialistas e depoimentos dos próprios migrantes, muitos se dirigiram a Ceuta após a disseminação de mensagens falsas online afirmando que "a fronteira de Ceuta está aberta".
Nos últimos dias, a Comissão Europeia, órgão executivo da UE, fez um apelo para que a Meta e o TikTok tomassem medidas rigorosas para conter esses rumores. Nesta terça-feira, informou que foi criado um mecanismo para melhorar a cooperação com essas plataformas.
Um porta-voz da Comissão, Balazs Ujvari, declarou à imprensa: "As plataformas confirmaram que ativaram seus protocolos de emergência e foi decidido implementar um mecanismo para aumentar a coordenação e cooperação".
Esse mecanismo pode ser acionado em situações de crise para que as plataformas recebam informações de checadores de fatos sobre possíveis desinformações prejudiciais relacionadas, por exemplo, a uma possível nova grande travessia da fronteira.
A AFP está entre os meios de comunicação externos pagos por algumas plataformas digitais, incluindo a Meta, para colaborar na luta contra a desinformação, sendo uma das parceiras de verificação de fatos na Espanha.
Um representante da Meta afirmou que uma equipe está "monitorando a situação em Ceuta em tempo real e removendo conteúdos que violam nossas políticas".
O TikTok também afirmou que possui regras rigorosas contra conteúdos que promovem ou facilitam o tráfico de pessoas e a travessia ilegal de fronteiras.

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