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Nasa lança novo telescópio Roman para mapear o Universo
A Nasa enviou ao espaço neste domingo (30) o telescópio Roman, que promete criar um detalhado mapa do Universo, ajudando a desvendar vários dos grandes enigmas da física, como a matéria e energia escuras.
O equipamento de alta tecnologia foi lançado às 7h26, horário local (08h26 em Brasília), a bordo de um foguete Falcon Heavy da SpaceX, partindo do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, EUA, conforme transmissão oficial da agência espacial.
Projetado para oferecer uma visão ampla e abrangente do cosmos, o telescópio Roman ajudará a revelar muitos segredos do universo, conforme declarou o presidente americano Donald Trump durante evento na sede da Nasa em Houston, Texas.
Com mais de 12 metros de altura, este moderno observatório foi desenvolvido por mais de dez anos, com um custo superior a 4 bilhões de dólares (aproximadamente 20,7 bilhões de reais).
O nome do telescópio homenageia a astrônoma pioneira americana Nancy Grace Roman, conhecida como a “mãe do Hubble”, outro importante telescópio da Nasa.
Enquanto o Hubble revelou que o universo está se expandindo mais rápido do que se imaginava, o Roman buscará respostas para outros mistérios ainda desconhecidos.
De acordo com o administrador da Nasa, Jared Isaacman, apresentado em abril, o Roman dará ao planeta um novo mapa detalhado do universo.
Explorando o invisível
Com um campo de visão mais de 100 vezes maior que o do Hubble e maior que o do James Webb, o Roman examinará extensas áreas do céu a partir de um ponto localizado a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, em uma viagem que levará cerca de 100 dias.
Projetado para operar junto com outros observatórios, como o Webb, que oferece maior precisão, ele tem como missão descobrir milhares de exoplanetas e dezenas de milhares de supernovas — explosões de estrelas massivas.
Dave Content, responsável técnico pelo Roman, ressaltou à AFP que esse será o maior catálogo de objetos astronômicos já criado, ajudando a entender a frequência de sistemas solares similares ao nosso.
O telescópio lançará luz sobre dois mistérios fundamentais da física: a matéria escura e a energia escura, cuja origem permanece desconhecida, mas que juntas correspondem a cerca de 95% do universo.
Acredita-se que a matéria escura funcione como uma “cola” gravitacional, enquanto a energia escura age como uma força contrária que acelera a expansão do cosmos.
Graças à sua capacidade de visão infravermelha, o Roman poderá detectar luz emitida por objetos celestes de bilhões de anos atrás, permitindo aos cientistas olhar para o passado profundo do universo e entender melhor esses fenômenos misteriosos.
Novas descobertas esperadas
As observações do Roman complementam o trabalho de outros projetos, como o Observatório Rubin no Chile e a sonda Euclid da Agência Espacial Europeia (ESA).
Julie McEnery, cientista-chefe do projeto, afirmou que estudos recentes indicam que a compreensão atual da expansão inicial do universo pode estar errada.
Segundo ela, o Roman esclarecerá definitivamente se os modelos atuais estão corretos ou precisam ser revistos, fornecendo dados precisos que permitirão distinguir entre diferentes teorias.
Embora os dados gerados pelo Roman sejam acessíveis a cientistas e ao público, o volume será enorme — cerca de 1,3 terabytes por dia — um quantidade de informação que não pode ser baixada facilmente por computadores comuns.
Content expressou a expectativa de que as descobertas mais empolgantes do Roman sejam surpresas inesperadas que abrirão caminho para novas perguntas profundas que futuras missões terão de investigar.

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