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Papa Leão XIV encerra visita movimentada na África

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Papa Leão XIV finalizou na quinta-feira (23) sua jornada pela África com uma missa ao ar livre na Guiné Equatorial, ex-colônia espanhola, depois de uma viagem intensa de 11 dias.

Com 18 voos realizados, oito celebrações religiosas, discursos em vários idiomas, encontros oficiais e grandes multidões, o papa norte-americano teve uma agenda bastante cheia nesta sua primeira grande viagem internacional, que percorreu cerca de 18 mil quilômetros em quatro países.

Do início na Argélia até os Camarões, seguido pela Angola, Leão XIV fez apelos constantes por justiça social, paz e respeito pela dignidade humana, ao passo que criticou duramente a desigualdade, a corrupção e a exploração indevida dos recursos naturais por parte de líderes autoritários.

Durante sua estadia na Guiné Equatorial, o papa adotou um tom mais firme, distanciando-se da cautela que vinha demonstrando desde sua eleição em maio de 2025, condenando aqueles que exploram o continente em busca de lucro.

Na manhã de quinta-feira, Leão XIV celebrou uma missa para cerca de 30 mil fiéis no estádio de Malabo, capital da ilha de Bioko.

Em seu voo de retorno a Roma, explicou que a Santa Sé mantém relações diplomáticas até mesmo com nações governadas por regimes autoritários, ressaltando a importância da diplomacia mundial, mesmo quando isso acarreta sacrifícios.

Na quarta-feira, durante encontro com o presidente Teodoro Obiang Nguema, que governa a Guiné Equatorial desde 1979, o papa pediu por maior liberdade e denunciou as condições precárias das prisões locais.

Em visita à penitenciária de Bata, foi recebido pelos presos, que demonstraram alegria com música e dança, enquanto a chuva começou a cair. Leão XIV comentou em espanhol que, em alguns lugares, a chuva é vista como uma bênção divina.

Ele destacou que a justiça deve proteger a sociedade, mas sempre investindo na dignidade e no potencial de cada indivíduo, transmitindo uma mensagem de esperança aos detentos: “Vocês não estão sozinhos.”

A viagem começou com críticas intensas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chamou o pontífice de fraco em questões de política externa. Leão XIV expressou que não tinha interesse em discutir tais críticas.

Com 70 anos, Robert Francis Prevost, nome de nascimento do papa, tem mostrado um dinamismo impressionante, diferente dos desafios de saúde enfrentados por seu predecessor, o papa argentino Francisco, falecido há um ano.

Sua próxima viagem internacional está marcada para junho, na Espanha.

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