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Presos políticos soltos na Venezuela, incluindo acusada de ataque a Maduro

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A Venezuela libertou nesta sexta-feira (14) seis mulheres presas por motivos políticos, entre elas Emirlendris Benítez, que foi acusada de um ataque com drones contra o ex-presidente Nicolás Maduro. Essa ação de libertação ocorreu após um acordo firmado pela oposição durante negociações com o governo interino do país, processo que contou com o apoio dos Estados Unidos.

A líder da delegação opositora, Dinorah Figuera, comprometeu-se na quinta-feira a colaborar para a libertação desses presos políticos, resultado do primeiro ciclo de conversações com o governo interino.

Emirlendris Benítez foi presa em agosto de 2018, quando estava grávida de quatro meses, sob acusações relacionadas ao atentado com drones contra Maduro. Ela enfrentava acusações de homicídio qualificado, terrorismo e traição, e tinha sido condenada a 30 anos de prisão.

Diversas organizações de direitos humanos e advogados afirmam que Benítez sofreu torturas e maus-tratos severos durante a detenção, o que resultou em um aborto espontâneo. Ela ficou com sequelas graves, como paralisia parcial e dores crônicas causadas por danos no sistema nervoso, além de problemas de saúde decorrentes da migração de biopolímeros em seu corpo.

A prisão preventiva de Benítez ultrapassou os três anos limite definidos pela lei venezuelana, o que levou seus defensores a lutarem para que ela fosse julgada em liberdade. Em 2020, recebeu uma medida cautelar da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e, em 2022, o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Prisão Arbitrária solicitou sua libertação imediata, reconhecendo que sua detenção foi ilegal.

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