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PSDB nacional anima com convite a Ciro para presidência, mas Ceará fica dividido
O convite do PSDB ao ex-ministro Ciro Gomes para disputar a presidência nas eleições deste ano animou a direção nacional do partido, porém surpreendeu os líderes do PSDB no Ceará.
A possibilidade de Ciro concorrer ao cargo presidencial coloca em dúvida o acordo feito no Ceará, onde ele era visto como candidato ao governo estadual. Aliados do ex-governador acreditam que ele continuará a ser o nome do partido para o pleito estadual.
O convite foi feito publicamente pelo presidente do partido, Aécio Neves, durante a reunião nacional do PSDB realizada na Câmara dos Deputados. Ciro declarou que está cada vez mais inclinado a concorrer ao governo do Ceará, embora tenha considerado honroso o convite para disputar a presidência.
Os aliados de Ciro afirmam que a prioridade do ex-governador é o governo estadual, mas que a decisão final será tomada até julho, prazo limite definido pelo partido. A expectativa era que Ciro oficializasse sua candidatura ao governo do Ceará até a primeira semana de maio.
Impacto no estado
Se Ciro desistir da disputa no Ceará, o ex-prefeito de Fortaleza e atual candidato a vice, Roberto Cláudio (União Brasil), é visto como provável cabeça de chapa. Outra opção seria o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil), que já é pré-candidato ao Senado, assumir a candidatura ao governo estadual.
Capitão Wagner lidera a federação União-Progressistas, que integra a oposição ao governo do petista Elmano de Freitas (PT). Ciro também busca o apoio do PL, com o deputado estadual Alcides Fernandes cotado para o Senado na chapa. A decisão de Ciro disputar a presidência pode dificultar um acordo entre o PSDB e o PL.
Com quatro candidaturas presidenciais no currículo, Ciro ressalta que ainda precisa amadurecer a decisão sobre seu futuro político, especialmente por sua base no Ceará. Representantes do PSDB destacam que o ex-ministro está em uma posição confortável no estado, mas enfrenta um dilema, pois lidera as pesquisas.
– Ciro conhece as necessidades do país e pode ser um nome capaz de romper a polarização. O convite gerou entusiasmo no partido. Ele está bem posicionado no Ceará, mas este convite pode levá-lo a realizar o sonho de ser presidente – disse Marconi Perillo, ex-presidente do PSDB.
Na mais recente pesquisa Datafolha, publicada no mês passado, Ciro alcançou 47% das intenções de voto em um possível primeiro turno no Ceará, contra 32% do petista Elmano de Freitas, candidato à reeleição.
Conflito familiar
A candidatura presidencial de Ciro também foi defendida pelo senador e irmão, Cid Gomes (PSB), que afirmou em entrevista que seria difícil não votar em um irmão. A declaração revela a divisão na família Ferreira Gomes, que pode resultar em chapas opostas na eleição estadual.
Cid é aliado do governador Elmano e trabalha para a participação do PSB na chapa majoritária petista, enquanto Ciro é o principal nome da oposição ao governo estadual. Cid declarou que apoiaria o irmão caso ele concorra à presidência e que só apoiaria a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se não houver outra escolha.

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