Brasil
TCU encerra investigação sobre uso de avião de Vorcaro por Nikolas e envia ao TSE
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu encerrar a análise referente ao uso da aeronave associada ao empresário Daniel Vorcaro pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) durante as eleições de 2022.
A Corte entendeu que a competência para investigar o caso é da Justiça Eleitoral e encaminhou os documentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério Público Eleitoral (MPE).
No acórdão, o TCU destacou que “os fatos mencionados dizem respeito ao financiamento da campanha eleitoral e às despesas realizadas nesse contexto, cuja análise técnica e decisão sobre as contas são atribuições exclusivas da Justiça Eleitoral”.
A solicitação arquivada buscava esclarecer a origem e a legitimidade dos recursos usados para os voos de Nikolas no segundo turno das eleições.
Os autos foram enviados para o TSE e o MPE para que adotem as providências cabíveis dentro de suas competências, já que o TCU não encontrou indícios suficientes de uso de recursos públicos para justificar a investigação.
O uso do avião vinculado ao proprietário do Banco Master veio à tona em março. O deputado e o pastor Guilherme Batista, da Igreja Lagoinha, utilizaram um jatinho durante a campanha do então presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Eles viajaram na aeronave durante dez dias em outubro daquele ano.
Na época, o deputado Nikolas Ferreira declarou que não sabia da relação da aeronave com o empresário no momento do voo e tomou conhecimento disso posteriormente.
“Estive no voo apenas porque fui convidado para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o proprietário do avião, que depois se revelou ser Daniel Vorcaro”, explicou.
A defesa de Daniel Vorcaro esclareceu que a aeronave não é de propriedade direta do banqueiro. Reportagem mencionou que a aeronave, oficialmente, pertence à empresa de aviação Prime You, que administrava o jatinho e outros bens de Vorcaro em 2022.
De acordo com a assessoria da Prime You, o avião operava como táxi aéreo, mediante voos fretados, “sem nenhum vínculo societário ou patrimonial entre os usuários do serviço e a aeronave”. Informaram também que Vorcaro deixou o quadro societário da empresa em setembro de 2025.

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