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Trump e Xi se despedem com poucos avanços, mas planejam novos encontros

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se despediu nesta sexta-feira (25) de seu homólogo chinês, Xi Jinping, após uma cúpula em Washington que trouxe poucos avanços visíveis, porém contou com elogios mútuos e o compromisso de realizar dois novos encontros ainda em 2026.

Trump e sua esposa Melania ofereceram chá a Xi e à primeira-dama chinesa, Peng Liyuan, na Casa Branca, antes de mostrar a Declaração de Independência e a Constituição dos Estados Unidos no Museu do Arquivo Nacional, durante o ano do 250º aniversário do país.

O presidente americano confirmou ter discutido com Xi sobre o conflito com o Irã e assegurou que após a cúpula haveria novidades positivas para os agricultores dos EUA, indicando um possível aumento das cotas de exportação como parte das negociações comerciais.

“Acredito que fizemos grandes progressos. Foi muito benéfico para ambos os países”, declarou Trump aos jornalistas ao resumir o encontro.

A última visita de Xi a Washington como chefe de Estado foi em 2015. Esse foi o terceiro encontro bilateral entre os dois líderes.

O líder chinês manifestou o desejo de reencontrar Trump em futuros eventos diplomáticos, o que foi confirmado pelo presidente americano.

“Nos reuniremos novamente em novembro, na China, e depois na cúpula do G20 em dezembro, em Miami, Flórida”, anunciou o republicano em sua rede social Truth Social.

A reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) acontecerá na cidade de Shenzhen nos dias 18 e 19 de novembro.

Superando desafios

No Museu do Arquivo Nacional, Trump mostrou aos convidados documentos fundadores dos Estados Unidos.

“Este documento tem 250 anos e o de vocês tem 6.000 anos”, comentou o presidente americano, fazendo referência às antigas raízes da China. “Estamos muito orgulhosos dos nossos 250”, completou.

A cúpula de Washington começou com um anúncio importante: ambos os países concordaram em estender a trégua na guerra tarifária até 10 de janeiro.

Isso indica a prioridade de remover obstáculos nas complexas negociações comerciais entre as duas maiores potências globais, processo que pode se estender por meses.

Trump também abordou o papel da China no conflito com o Irã. O país asiático é o maior comprador do petróleo iraniano, atualmente sujeito a um rigoroso bloqueio americano no Estreito de Ormuz.

Xi declarou que sua visita a Washington acrescentou “novo conteúdo” à reunião realizada com Trump em Pequim em maio e afirmou que concordaram em alcançar uma “estabilidade estratégica baseada no respeito, equidade e reciprocidade”.

Além disso, o líder chinês aconselhou seu colega americano a agir com prudência sobre a independência de Taiwan e a dialogar com o Irã para pôr fim rapidamente ao conflito, segundo a agência chinesa Xinhua.

Xi pediu que Estados Unidos e Irã solucionem suas divergências “por meio de negociações o mais breve possível”, conforme a agência oficial chinesa.

Sem decisões sobre inteligência artificial

No campo da inteligência artificial (IA), área que preocupa todas as nações e na qual ambos os países lideram significativamente, os dois líderes destacaram seus compromissos.

Xi afirmou que os dois países têm a capacidade e a responsabilidade de garantir que o desenvolvimento da IA permaneça sob controle humano.

Trump reconheceu que as decisões tomadas atualmente podem promover paz e prosperidade por muitas décadas. Ainda assim, ambos evitaram anunciar restrições à pesquisa em IA.

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