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Vendas no comércio do DF caem em junho, diz IBGE

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O movimento nas lojas e comércios do Distrito Federal diminuiu em junho, mas o balanço do ano continua favorável. De acordo com dados do IBGE divulgados recentemente, as vendas caíram 1% em relação a maio. No entanto, no primeiro semestre, o setor ainda apresenta um crescimento de 7,4%, e na comparação com junho de 2025, houve um aumento de 8,8%.

Essa queda vem após um aumento em maio e contrasta com o resultado nacional, já que o comércio varejista do Brasil cresceu 0,5% de maio para junho. Ainda assim, comparado ao ano anterior, o comércio da capital mantém uma tendência positiva, acumulando alta de 5,5% nos últimos 12 meses.

O desempenho variou entre os segmentos. Dos oito grupos avaliados pelo IBGE, seis tiveram crescimento em junho em relação ao mesmo mês de 2025.

Tecnologia impulsiona vendas

Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação registraram a maior alta, com 49,5% de crescimento em um ano, mantendo o segmento em alta pelo quarto mês consecutivo.

Móveis e eletrodomésticos também registraram avanço significativo, crescendo 28,6% pelo sexto mês seguido. Outros itens para uso pessoal e doméstico, assim como livros, jornais, revistas e artigos de papelaria, aumentaram 24,9% cada.

Produtos básicos também tiveram alta: vendas em hipermercados, supermercados, alimentos, bebidas e fumo subiram 9% comparadas a junho de 2025. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos cresceram 4,7%.

Essa variação mostra que a queda de 1% não atingiu todos os setores da mesma forma. Enquanto alguns continuam crescendo, outros enfrentam menos procura.

Perspectiva positiva, mas cautela necessária

A Fecomércio-DF avaliou os dados destacando que a economia local mantém quadro positivo, mesmo com desaceleração em certos segmentos.

O crescimento no primeiro semestre indica que o resultado de junho deve ser analisado no contexto maior, com alta acumulada de 7,4% no ano e 8,8% em relação a junho de 2025.

A entidade ressalta diferenças entre setores e aponta o avanço nas áreas de informação e comunicação como indicativo do potencial econômico local, enquanto segmentos ligados ao consumo familiar merecem atenção.

Enquanto tecnologia, móveis e produtos para casa crescem, vestuário e combustíveis mostram queda.

Varejo ampliado registra queda maior

Incluindo vendas de veículos, motos, peças, material de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo, o comércio varejista ampliado caiu 2,8% em relação a maio. Mas comparado ao ano anterior, cresceu 9,9%.

Isso evidencia a diferença entre o movimento recente e o desempenho acumulado, indicando que, apesar da queda em junho, o comércio ampliado ainda cresce no comparativo anual.

Segundo semestre será decisivo

Com crescimento de 7,4% entre janeiro e junho, o comércio do DF fecha o primeiro semestre com saldo positivo. A queda em junho não foi suficiente para anular esse avanço.

Os dados de julho serão importantes para indicar se a retração foi passageira ou se o comércio está perdendo força de forma mais contínua.

A próxima pesquisa mensal do IBGE, com dados de julho, será divulgada em 10 de setembro.

Fonte: Com informações Jornal de Brasília

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