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Zema promete propor reforma do Supremo ao virar presidente
Romeu Zema, pré-candidato à presidência da República, anunciou que sua primeira ação como presidente será sugerir ao Congresso Nacional a criação de um novo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele defende a prisão de dois ministros da atual corte.
Zema criticou a atuação de ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, afirmando que o modelo atual estimula a criminalidade, o banditismo e a corrupção no país.
Durante evento em São Paulo, sob o lema “O Brasil sem intocáveis”, Zema enfatizou que seu plano de governo visa acabar com privilégios no Judiciário, propondo um Supremo cujos membros sejam responsabilizados pelos seus atos.
Ele sugeriu ainda que parentes de ministros sejam proibidos de participar de negócios jurídicos e propõe uma idade mínima de 60 anos para indicações ao STF, com mandato fixado em 15 anos. Essas medidas fazem parte de um esforço para moralizar o Judiciário.
Zema acusou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de bloquear investigações contra ministros do Supremo, e defendeu que dois desses ministros sejam não só destituídos, como também presos por crimes cometidos.
O cientista político Luiz Felipe D’Ávila, colaborador do programa de Zema, reforçou que o objetivo é restaurar o papel constitucional do STF como intérprete da Constituição, sem legislar.
Outras propostas incluem o fim das decisões monocráticas e a proibição da nomeação de familiares de políticos e magistrados para tribunais de contas estaduais.
Zema também protagonizou um recente embate público com o ministro Gilmar Mendes, que respondeu ironicamente às críticas feitas pelo pré-candidato.
Apesar das dificuldades para se consolidar como uma alternativa competitiva diante da polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, Zema permanece firme em sua candidatura, inclusive após conversas sobre uma possível vice com Flávio Bolsonaro, que não avançaram.
Em sua fala, Zema citou apoio de Jair Bolsonaro para que haja mais candidatos de direita, dificultando o direcionamento dos ataques ao PT.
Além das reformas no Judiciário, ele propõe classificar facções criminosas como organizações terroristas e reduzir a maioridade penal para que crimes cometidos por adultos tenham penas correspondentes.
Propostas econômicas e Bolsa Família
No campo econômico, o programa de Zema defende cortes de gastos, diminuição de impostos e estímulo ao investimento privado em infraestrutura, prevendo a geração de 500 mil empregos no país.
Entre as mudanças no Bolsa Família, propõe-se que homens adultos e saudáveis que recebem o benefício sejam obrigados a aceitar ofertas de emprego ou educacionais, sob pena de suspensão do auxílio. Caso não consigam emprego, devem prestar serviços voluntários na prefeitura local e concluir cursos.
Outra proposta importante é a privatização total das estatais, defendida pelo economista Carlos da Costa, responsável pelo plano econômico do candidato.
Este compromisso contrasta com a gestão de Zema em Minas Gerais, onde a privatização das principais empresas públicas não foi concretizada até o momento.

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