Notícias Recentes
Explosão em São Paulo: família não sabia de fogos guardados em casa
Alessandro de Oliveira Mariano assinou o contrato de aluguel do imóvel onde ocorreu uma explosão na noite de quinta-feira (13/11) no Tatuapé, na zona leste de São Paulo. Ele descobriu há poucos dias que seu irmão, Adir de Oliveira Mariano, estava morando na casa, apesar de os dois não se falarem há sete anos.
A advogada Fernanda Nunes, que representa Alessandro, confirmou que ele alugou o imóvel há nove anos, morando lá por quatro anos com sua então esposa e filhas. A ex-esposa saiu há cerca de três meses, mas não rescindiu o contrato de locação. A família desconhecia que o imóvel foi passado para Adir e que ele guardava fogos de artifício de forma irregular, embora soubessem que Adir gostava de soltar balões desde criança.
Em resposta à explosão, Alessandro esteve no local, se identificou como locatário e irmão do residente, prestando depoimento como testemunha na delegacia. A Polícia Civil conduz as investigações e suspeita que o corpo encontrado carbonizado seja de Adir Mariano, que provavelmente estava sozinho na residência no momento da explosão. O exame necroscópico do Instituto Médico-Legal (IML) confirmará a identidade da vítima.
Adir tinha antecedentes por soltura de balões, mas foi absolvido em 2015. Nas redes sociais, ele compartilhava conteúdos relacionados a isso, considerado ilegal pela polícia.
A residência, localizada na Rua Francisco Bueno, funcionava como um depósito clandestino de fogos de artifício. A explosão causou danos em imóveis e veículos próximos, incluindo a interdição temporária da Avenida Salim Farah Maluf por motivos de segurança. Pelo menos 23 casas foram interditadas, sendo 12 completamente e 11 parcialmente, enquanto equipes realizam avaliações dos danos.
Além da vítima fatal, pelo menos dez pessoas ficaram feridas e receberam atendimento médico. Moradores relataram que o impacto da explosão quebrou vidros e danificou veículos na região. A Secretaria de Segurança Pública informou que os afetados pela interdição receberão apoio da Prefeitura de São Paulo, que já acionou a Secretaria Municipal de Habitação.
A Polícia Civil investiga o caso como explosão, crime ambiental e lesão corporal, com um inquérito aberto para apurar as circunstâncias do incidente. A perícia foi solicitada e o caso registrado no 30º Distrito Policial (Tatuapé).

Você precisa estar logado para postar um comentário Login