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Gasolina vai aumentar? Vai faltar? Perguntas e respostas simples

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A recente alta no preço do petróleo no mercado internacional, que ultrapassou a marca de US$ 100 por barril, já está refletindo nos valores praticados nos postos de combustíveis no Brasil. Levantamentos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Edenred Mobilidade, especializada em gestão de frotas e logística, confirmam essa tendência. Novos reajustes são esperados, já que o preço do petróleo continua subindo devido ao conflito envolvendo o Irã.

O preço da gasolina vai aumentar?

Dados da ANP da semana passada indicam que a média nacional do preço da gasolina nos postos passou de R$ 6,28 na última semana de fevereiro para R$ 6,30 na semana seguinte, um aumento de R$ 0,02, equivalente a 0,33%.

No mesmo período, o diesel subiu de R$ 6,03 para R$ 6,08, um acréscimo de R$ 0,05, o que corresponde a 0,83%. A agência divulgará um novo levantamento considerando a segunda semana de fevereiro.

A Edenred fez uma comparação dos preços médios entre a última semana de fevereiro e a primeira de março, e registrou o maior preço da gasolina em Rondônia, onde o litro chegou a R$ 7,90, um aumento de 13,18% no período. O menor preço médio foi registrado na Paraíba, com R$ 6,26.

Esses dados são baseados no Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que leva em conta abastecimentos em 21 mil postos credenciados.

Por que a gasolina aumentou?

O mercado de petróleo é global, e seu preço influencia diretamente o custo dos combustíveis derivados, como a gasolina e o diesel. Em muitos países, esse impacto ocorre imediatamente no preço final para o consumidor.

No Brasil, a Petrobras é a principal produtora de petróleo e controla a maior parte das refinarias, adotando uma política de preços que não reflete imediatamente as variações internacionais. Contudo, refinarias privadas e a importação de combustíveis fazem com que parte dos aumentos seja repassada mais rapidamente.

Assim, quando o preço internacional do petróleo sobe, os valores da gasolina e do diesel vendidos no Brasil podem sofrer reajustes mais ágeis que os praticados pela Petrobras.

Qual a defasagem atual da gasolina?

Segundo a Abicom, associação dos importadores de combustíveis, nas regiões atendidas principalmente pelas refinarias da Petrobras, a defasagem entre os preços nacionais e internacionais pode chegar a 48% no caso da gasolina. Na área abastecida pela refinaria Mataripe, na Bahia, sob controle da empresa privada Acelen, essa defasagem é de 11%.

Por essa razão, especialistas indicam que a Petrobras pode vir a reajustar os preços em breve.

Para o diesel, a diferença é ainda maior, podendo alcançar 74% entre o valor cobrado nas refinarias da estatal e o preço internacional.

As medidas do governo têm impacto sobre a gasolina?

Não. O pacote anunciado pelo governo recentemente visa segurar apenas o preço do diesel. As ações incluem subvenções a importadores e produtores desse combustível, isenção dos tributos federais PIS e Cofins, criação de imposto temporário sobre exportação de óleo bruto e diesel, além de multas para quem não repassar os benefícios ao preço final.

Espera-se que essas medidas ajudem a reduzir o valor do diesel para o consumidor, especialmente para caminhoneiros.

Falta de gasolina é possível?

Atualmente, não há sinais de escassez de gasolina no Brasil. Algumas reclamações de agricultores no Rio Grande do Sul sobre dificuldades para adquirir diesel estão sendo investigadas pela ANP.

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