Centro-Oeste
Como usar programas sociais no DF: guia fácil
Mariana Burcos, 42 anos, mostra como os programas sociais do Governo do Distrito Federal (GDF) podem ajudar a mudar vidas. Ela superou um problema de violência doméstica para cuidar do seu filho com autismo, e encontrou apoio na rede social. Hoje, ela recebe ajuda pelo Cartão Prato Cheio, benefícios para pessoas com deficiência, auxílio-aluguel e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). “Eu estava sem apoio, mas aqui encontrei orientação, paciência e humanidade. Isso mudou minha vida”, conta.
Cristiana de Souza, diarista de 50 anos, também tem uma história semelhante. Com problemas de saúde pela menopausa, ela não pôde trabalhar durante a pandemia. Foi encaminhada do posto de saúde para o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e fez o Cadastro Único. Agora, recebe Bolsa Família e Cartão Prato Cheio, que ajudam com medicamentos e comida. “Esses programas são muito importantes para mim”, afirma.
O GDF oferece muitos benefícios sociais para incluir todas as pessoas e diminuir desigualdades. São atendidas famílias pobres, idosos, pessoas com deficiência e mulheres em situação de violência. Entre os programas estão Bolsa Família, Cartão Prato Cheio e Cartão Gás. A secretária interina de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo, destaca que o governo aumentou três vezes o investimento nessa área, fazendo do DF um exemplo no combate à pobreza e fome. “O importante é que as famílias saibam como acessar os benefícios e serviços”, lembra, citando que muitas ainda não procuram o que têm direito.
Quase 500 mil famílias estão inscritas no Cadastro Único no Distrito Federal, controlado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), com mais de 90% das informações atualizadas. Dos cerca de 2,9 milhões de habitantes, quase 32% fazem parte desse sistema, que é usado para selecionar quem pode receber programas como o DF Social.
Para conseguir esses benefícios, a pessoa deve ir a um Cras, preferindo agendar pelo telefone 156 ou pelo site da Sedes-DF. É preciso ter renda mensal por pessoa de até meio salário mínimo, levar CPF do responsável e, se possível, documentos de todos da família. Fazer o Cadastro Único é o primeiro passo para que as famílias possam ser avaliadas e incluídas nos programas sociais.

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