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Presidente da Colômbia vai processar presidente do Equador por calúnia

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Gustavo Petro, presidente da Colômbia, anunciou neste domingo (19) que irá abrir um processo criminal contra o presidente do Equador, Daniel Noboa, após este ter feito graves acusações afirmando que Petro teria laços com um líder de uma organização criminosa. Essa situação intensifica a crise diplomática e comercial entre os nações.

Noboa declarou à revista colombiana Semana, sem apresentar evidências, que Petro teria se encontrado com membros da Revolução Cidadã, movimento de esquerda do Equador, alguns dos quais estariam ligados a “Fito”.

Adolfo Macías, conhecido como “Fito”, era o líder principal de Los Choneros, um dos maiores grupos criminosos do Equador, e foi extraditado para os Estados Unidos no ano passado por acusações de tráfico de drogas e armas.

O presidente colombiano respondeu no X que decidiu processar criminalmente Daniel Noboa por calúnia. Ele também negou anteriormente conhecer o criminoso.

Petro ressaltou que Noboa ordenou que o exército equatoriano o protegesse em Manta, onde esteve na posse de Noboa em seu segundo mandato.

A organização Revolução Cidadã, liderada pelo ex-presidente equatoriano Rafael Correa (2007-2017), é o maior grupo de oposição a Noboa.

Petro reforçou sua acusação afirmando que a oposição colombiana ligada a Uribe, ex-presidente da Colômbia, age sob influência de forças estrangeiras no Equador e Colômbia para prejudicá-lo, sem, no entanto, apresentar provas.

A Associated Press tentou obter uma posição oficial do governo equatoriano, mas não obteve resposta imediata.

Esse episódio compõe mais um capítulo da disputa entre os dois presidentes, que levou à imposição de tarifas e medidas comerciais restritivas entre os dois países desde janeiro. Daniel Noboa instaurou tarifas sobre importações colombianas, alegando controle insuficiente na fronteira. Como resposta, a Colômbia adotou medidas semelhantes, incluindo suspensão da venda de energia, enquanto o Equador aumentou gradualmente as tarifas, chegando a 100%, valor que será efetivo em maio.

As tensões diplomáticas também se ampliaram após Petro classificar o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas como preso político, concedendo-lhe nacionalidade colombiana. Daniel Noboa rejeitou essa classificação, dizendo que ela viola a soberania do Equador, e convocou seu embaixador em Bogotá para consultas. Em resposta, a Colômbia tomou a mesma medida.

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