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Chanceler de Israel diz que país não tem ambições territoriais no Líbano
O ministro das Relações Exteriores de Israel afirmou nesta terça-feira, 28, que Israel não pretende ocupar territórios no Líbano, apesar das ações militares contra o Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo Irã.
Gideon Saar, chanceler israelense, declarou em coletiva com seu colega sérvio, Marko Djuric, que a atuação do Exército próximo à fronteira norte tem como único objetivo a proteção da população israelense.
Embora Israel e Hezbollah estejam formalmente em cessar-fogo desde 17 de abril, com extensão por mais três semanas anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, confrontos entre os dois lados continuam.
Dados do Ministério da Saúde do Líbano, compilados pela Agence France-Presse, apontam que 36 pessoas morreram em ataques feitos por Israel desde o início do cessar-fogo.
Ataques e Operações
Nos últimos dias, Israel intensificou suas ações no sul do Líbano. Após o início do cessar-fogo, Israel estabeleceu uma “linha amarela” de cerca de 10 km na fronteira, onde suas tropas estão presentes.
Gideon Saar acrescentou que caso o Hezbollah e outros grupos terroristas, inclusive palestinos, sejam desmantelados, Israel não precisará manter suas tropas nessa região.
Na terça-feira, ataques aéreos israelenses atingiram as localidades de Chakra, Tebnine e Kafra, enquanto um drone atacou uma motocicleta em Mansouri, conforme informações da Agência Nacional de Notícias do Líbano.
O Exército de Israel orientou moradores de 16 povoados do sul do Líbano a se deslocarem para outras regiões, alegando que o Hezbollah utiliza essas comunidades para atacar tropas israelenses na área.
Este conjunto de medidas reforça a intenção de Israel de limitar sua atuação a questões de segurança, sem expandir seu controle territorial no Líbano.

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