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Itália investiga sequestro após ação israelense contra flotilha para Gaza
A Procuradoria de Roma iniciou uma investigação sobre o caso de sequestro de pessoas, motivada por três denúncias feitas após a interceptação, na quinta-feira, da ‘Flotilha para Gaza’ pelas forças israelenses, conforme informado pela imprensa italiana.
O caso de sequestro envolve o espanhol Saif Abu Keshek e o brasileiro Thiago Ávila, que se encontram detidos em Israel. Ambos estavam em um barco com bandeira italiana no momento da detenção em águas internacionais.
No domingo, um tribunal israelense tentou estender por mais dois dias a detenção dos ativistas.
É importante destacar que em outubro a Procuradoria de Roma já havia aberto uma investigação similar, após uma tentativa anterior da mesma organização de enviar uma flotilha para Gaza.
Mais de 170 ativistas de diversas nacionalidades foram detidos na quinta-feira, durante a embarcação de quase 20 barcos que, segundo seus organizadores, tinha o objetivo de quebrar o bloqueio imposto por Israel na região, onde o acesso à ajuda humanitária permanece bastante limitado.
A operação foi realizada em águas internacionais próximas à costa de Creta, a centenas de quilômetros de Gaza, significativamente mais distante das costas de Israel comparado às interceptações anteriores de flotilhas. As autoridades israelenses descreveram a ação como pacífica.
Vários países classificaram a ação como ilegal.
Esta é a segunda tentativa da Global Sumud Flotilla — cujo nome ‘sumud’ significa ‘resiliência’ em árabe — de chegar à Faixa de Gaza.
Na primeira viagem, em 2025, centenas de ativistas, entre eles a sueca Greta Thunberg e a eurodeputada francopalestina Rima Hassan, foram detidos no mar, levados para Israel e depois expulsos.

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