Centro-Oeste
Social e empreendedorismo unidos na CLDF
Jaqueline Silva foi reeleita para seu segundo mandato em 2022 e atualmente preside a Comissão de Assuntos Fundiários da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Ela liderou a aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), que estava parado há mais de uma década, impulsionando a regularização de diversas áreas administrativas.
Como começou sua trajetória política?
Sou moradora de uma cidade periférica e sempre busquei uma voz na Câmara Legislativa. Após quatro eleições, consegui meu primeiro mandato e atualmente estou no segundo, com votação dobrada. Para mim, o cargo é temporário; o que importa é meu compromisso como empreendedora, pois acredito no poder do empreendedorismo para a sobrevivência e crescimento.
Como foi o processo para aprovação do PDOT, considerando o atraso?
Quando assumimos a comissão, o PDOT estava parado há 16 anos. Trabalhamos com muita seriedade e escuta ativa, ouvindo moradores que lutavam por regularização, produtores rurais e empresários locais. Também envolvemos os deputados da Casa; foram mais de 580 emendas analisadas com cuidado para não comprometer o projeto. Foi fundamental o diálogo com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitacional.
Quem são os principais beneficiados?
O projeto possibilita que pessoas que produzem em áreas irregulares possam regularizá-las, e que empresários possam investir e expandir seus negócios localmente. Isso traz crescimento para Brasília e promove justiça social.
Quais os desafios enfrentados na regularização?
Algumas áreas não tinham condições legais para regularização, mas ampliamos o mapa para favorecer regiões como o 26 de Setembro e Ponte Alta do Gama, após audiências públicas e diálogo com parlamentares e a comunidade. Para áreas não contempladas, estabelecemos um canal de diálogo e estudos junto à Secretaria de Habitação para futuras inclusões.
Como a senhora vê os cartões sociais e sua importância?
Falo tanto como beneficiária no passado quanto como incentivadora do empreendedorismo local. Por exemplo, o Cartão Material Escolar envolveu mais de 500 papelarias locais, estimulando pequenos empresários a se formalizarem e gerarem emprego. Esse modelo demonstrou ser muito mais que assistência social, pois aquece a economia local.
O que é o programa Gestar?
É um projeto voltado a pacientes com câncer que passarão por quimioterapia, garantindo prioridade na preservação da fertilidade, com coleta e armazenamento de gametas. O objetivo é proporcionar a essas pessoas a possibilidade de gestar no futuro, promovendo qualidade de vida após o tratamento.
Qual o foco da proposta de Delegacia Especializada para Proteção dos Idosos?
O DF tem cerca de 500 mil idosos, quase 17% da população, e precisamos garantir políticas específicas para eles. O projeto visa criar um atendimento diferenciado para enfrentar abusos e violência contra idosos, com profissionais capacitados, garantindo um espaço seguro para denunciar e receber apoio.
Como combater a exposição da mulher nas redes através da “pornografia de revanche”?
Apresentamos uma lei que prevê apoio jurídico e psicológico para vítimas, com equipes preparadas para agir rapidamente e conscientizar a sociedade sobre a gravidade dessa violência.
Como está a organização do MDB para as próximas eleições?
O MDB possui uma forte nominata, com cinco deputados atuais e candidaturas para distrital, federal e senador. Trabalhamos para garantir ao menos quatro cadeiras na CLDF e fortalecer nossa representatividade para continuar cuidando do DF.
Que mudanças observa após a posse da nova governadora?
A governadora Celina Leão já tem promovido diálogo com deputados, o que é essencial na política. Estamos focados em manter o diálogo e dar continuidade a projetos e obras que beneficiem a população do Distrito Federal.

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