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Petróleo sobe com tensão entre EUA e Irã e Estreito de Ormuz fechado
O preço do petróleo encerrou a terça-feira (28) em alta, com os contratos do WTI e do Brent próximos a US$ 100 por barril, influenciados pelas negociações paradas entre os Estados Unidos e o Irã, e pela continuidade do bloqueio no Estreito de Ormuz.
O petróleo WTI para junho, negociado na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), registrou aumento de 3,69% (US$ 3,56), fechando em US$ 99,93 por barril.
O Brent para julho, negociado na Bolsa Intercontinental de Londres (ICE), teve alta de 2,66% (US$ 2,71), alcançando US$ 104,40 por barril.
Além do bloqueio persistente no Estreito de Ormuz — rota fundamental para o transporte mundial de petróleo —, não houve avanços nas negociações entre Washington e Teerã, e o ceticismo do presidente americano, Donald Trump, quanto à proposta iraniana para um acordo, impulsionaram os preços da commodity.
Segundo o ING, que inicialmente esperava a normalização do tráfego pelo Estreito em abril, agora prevê que a via começará a ser reaberta de forma gradual em maio e junho, mantendo-se abaixo dos níveis anteriores ao conflito no Oriente Médio durante a maior parte do ano.
O analista-chefe de commodities da SEB Research, Bjarne Schieldrop, alerta que “os sinais de alerta soarão forte caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado em maio”, enfatizando que os preços do petróleo bruto e seus derivados poderão continuar subindo significativamente enquanto o cenário atual persistir.
O Banco Mundial divulgou um relatório indicando que o conflito no Irã deverá provocar a maior alta nos preços da energia em quatro anos, intensificando pressões inflacionárias e riscos para o crescimento econômico global. A instituição prevê um aumento de 24% nos preços energéticos em 2026, atingindo o nível mais alto desde 2022, ano da invasão da Ucrânia pela Rússia.
Concomitantemente, os Emirados Árabes Unidos anunciaram sua saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), com o objetivo de focar em políticas orientadas por fundamentos de mercado de longo prazo.
Essa decisão pode enfraquecer a unidade do grupo, aumentar a volatilidade dos preços do petróleo e deslocar o balanço de riscos para tendências de preços mais baixas a longo prazo, conforme avaliação da Capital Economics.

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