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Oposição questiona gasto de R$ 4,5 milhões em acervo pessoal de Lula
O vice-líder da oposição na Câmara, deputado federal Sanderson (PL-RS), apresentou na última sexta-feira (24) uma representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando investigação sobre o uso de R$ 4,5 milhões destinados à organização do acervo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O Termo de Execução Descentralizada, firmado entre a Casa Civil e a Universidade Federal do ABC (UFABC), prevê recursos para digitalização, catalogação, transporte e armazenamento temporário de um conjunto de documentos mantido em São Bernardo do Campo (SP). O processo está sob a relatoria do ministro Walton Alencar.
De acordo com o parlamentar, a ação viola os princípios da moralidade, impessoalidade e eficiência, pois não há garantia de acesso público ao acervo. “Estamos tratando de dinheiro público sendo empregado para benefício de um arquivo privado, sem transparência quanto ao retorno para a sociedade. Isso não pode ser ignorado”, declarou Sanderson.
Foi solicitado ao TCU que adote medidas cautelares para suspender os repasses, parar a execução do contrato e, se necessário, instaurar uma tomada de contas especial para apurar responsabilidades e possíveis prejuízos aos cofres públicos.
Registros nos sistemas de transparência apontam que o contrato entre a Casa Civil e a UFABC foi firmado em maio de 2025, com validade até 31 de dezembro do mesmo ano.

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