Centro-Oeste
Governo do DF pede ajuda da União para salvar o BRB
O Governo do Distrito Federal (GDF) solicitou apoio ao Governo Federal para garantir um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com o objetivo de fortalecer o Banco de Brasília (BRB). A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), acredita que a União atenderá ao pedido.
De acordo com Celina Leão, todo o processo para formalizar a proposta já foi concluído, seguindo as exigências do Banco Central. O pedido precisa passar pelo Ministério da Fazenda, com aprovação do ministro Dario Durigan, e do Presidente da República. O documento oficial será entregue ainda nesta semana.
Além disso, o GDF também requisitou uma reunião com o presidente Lula (PT) para discutir a situação do banco. Um estudo indicou que a crise do BRB pode representar um risco para o mercado financeiro. A governadora destacou a importância de tratar o assunto com seriedade e profissionalismo, sem envolvimento político.
Celina Leão demonstrou otimismo quanto ao pedido de audiência com o presidente da República, afirmando que a população espera dela uma postura firme e que acredita que o presidente irá recebê-los.
Desde o agravamento da crise no BRB, a governadora tem buscado apoio da União para minimizar os impactos financeiros, inclusive mantendo contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e com o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Em uma ocasião anterior, Celina Leão chegou a afirmar que o governo federal não havia respondido ao pedido de ajuda, apesar das tentativas de agendar encontros.
Crise financeira
O BRB enfrenta uma crise após a descoberta de um rombo bilionário que resultou de transações fraudulentas envolvendo o Banco Master. O prejuízo estimado até o momento é de R$ 12 bilhões. Diante disso, o banco tem adotado medidas para manter sua saúde financeira e reforçar seu capital.
Uma dessas medidas foi a aprovação da Lei Distrital nº 7.845/2026, que autoriza o Governo do Distrito Federal, controlador principal do BRB, a executar ações para restabelecer a estabilidade econômica da instituição.
Entre as ações previstas está a utilização de imóveis públicos do DF como garantia para um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito.

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