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Equador vai construir megaprisões necessárias para combater o crime
O Equador planeja construir megaprisões conforme a necessidade para enfrentar o narcotráfico e o crime organizado que afligem o país, declarou nesta terça-feira (28) o ministro do Interior, John Reimberg, em entrevista à AFP.
O governo equatoriano iniciou, em novembro, a operação da primeira prisão de segurança máxima com capacidade para 800 detentos, onde líderes de máfias e políticos condenados por corrupção são isolados, têm a cabeça raspada e são tratados como membros de gangues no polêmico Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), localizado em El Salvador.
Facções relacionadas a cartéis internacionais de narcóticos causaram uma escalada significativa de violência no país. Em 2025, o Equador apresentou uma taxa de homicídios de 51 por 100 mil habitantes, uma das mais elevadas na região.
A administração do presidente de direita Daniel Noboa pretende iniciar em maio a construção de uma segunda penitenciária para aproximadamente 15 mil presos, com previsão de conclusão em até 18 meses, conforme informado pelo ministro.
Quando questionado sobre a possibilidade de uma terceira prisão, Reimberg respondeu afirmativamente, declarando que serão construídas quantas forem necessárias para conter esses criminosos, em declaração feita a partir do porto de Guayaquil, uma área marcada pela violência.
A primeira prisão de segurança máxima do governo, El Encuentro, está localizada na província costeira de Santa Elena e atualmente abriga 600 detentos vestidos com uniformes laranja.
Por razões de segurança, as autoridades mantêm em sigilo a localização da segunda penitenciária.
O ministro destacou que a próxima prisão será iniciada em breve, ressaltando que se trata de uma instalação muito segura, equivalente à prisão de El Encuentro.
Este novo centro irá receber criminosos de alta periculosidade que necessitam ser mantidos em locais incomunicáveis, enfatizou.
Organizações de direitos humanos têm criticado a política penitenciária do governo de Noboa pelos abusos contra os direitos dos presos.
Reimberg respondeu às críticas afirmando que seu compromisso é garantir a segurança do país, mesmo que isso signifique que sejam rotulados de autoritários.

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