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Canal do Panamá nega aumento de preços pelo bloqueio de Ormuz

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A principal autoridade do Canal do Panamá afirmou nesta terça-feira (28) que não há especulação nos preços para atravessar a via interoceânica, mesmo com o aumento da demanda causado pelo bloqueio no Estreito de Ormuz.

Antes do conflito no Oriente Médio, cerca de 20% do petróleo mundial passava regularmente por essa rota.

Com o bloqueio, o número de navios-tanque que utilizam o canal do Panamá dobrou, e recentemente um navio de gás liquefeito de petróleo (GLP) pagou quatro milhões de dólares (R$ 19,9 milhões) para atravessar com prioridade.

Ricaurte Vásquez, administrador do canal, explicou a jornalistas estrangeiros que os valores mais altos são resultado de uma política de leilões já existente antes do início da guerra, em 28 de fevereiro, após o ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã.

“Aqui não há especulação”, enfatizou Vásquez, destacando a transparência da prática que contribui para a boa reputação do canal do Panamá.

A maioria das travessias, aproximadamente nove em cada dez, são agendadas por meio de reservas. As vagas restantes, inclusive aquelas alteradas por imprevistos, são liberadas para leilão.

O administrador explicou que alguns armadores estão dispostos a pagar preços maiores, não por intenção de abusar, mas devido à demanda urgente. Ele também garantiu que as tarifas oficiais não foram elevadas.

Devido à necessidade crescente de transportar hidrocarbonetos para a Ásia a partir do Golfo do México, o preço médio dos leilões subiu de 135 mil dólares (R$ 673 mil) antes do conflito para cerca de 385 mil dólares (R$ 1,9 milhão) em março.

O pagamento de quatro milhões foi uma exceção e refletiu a urgência de cumprir contratos específicos.

O fluxo de navios pelo canal cresceu de 34 em janeiro para 41 atualmente, com picos de até 50 embarcações por dia, segundo a administração.

“Nossa capacidade é de 36 navios por dia, conforme a administração do regime de chuvas e da disponibilidade de água”, destacou Vásquez.

No entanto, ele reconheceu que a situação pode variar conforme a evolução do conflito, o comércio global e possíveis impactos climáticos como uma redução das chuvas causada pelo fenômeno El Niño.

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