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Cirurgia no ombro de Bolsonaro foi um sucesso

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Médicos responsáveis pela operação no ombro do ex-presidente Jair Bolsonaro comunicaram nesta segunda-feira que o procedimento teve sucesso, ocorreu sem complicações e a recuperação pode durar até nove meses.

De acordo com a equipe médica, o ex-presidente deverá manter o braço protegido por uma tipoia durante seis semanas e continuar a reabilitação de forma gradual.

Bolsonaro recebeu alta por volta das 14h do hospital DF Star, em Brasília, nesta segunda-feira, três dias após a cirurgia. Ele retornou para sua residência em um condomínio fechado na capital, onde cumpre prisão domiciliar depois de sentença do Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe.

A cirurgia foi realizada na sexta-feira e durou aproximadamente cinco horas, incluindo o preparo pré-operatório. O procedimento transcorreu sem problemas e o paciente apresentou boa recuperação durante a internação.

— A cirurgia foi completamente bem-sucedida. Foi um procedimento planejado e ocorreu sem intercorrências. O paciente manteve-se estável — explicou o médico Brasil Caiado Ramos.

O ortopedista Alexandre Paniago detalhou que a intervenção usou uma técnica minimamente invasiva, focada em três áreas com lesões no tendão do ombro.

— A operação foi feita de forma microscópica. Detectamos a lesão na parte frontal do ombro e conseguimos estabilizar as estruturas. A dor, que era uma preocupação inicial, está controlada — declarou.

No pós-operatório, o manejo da dor é crucial. Para isso, foi implantado um cateter na região cervical que libera anestésico diretamente nos nervos que causam dor, reduzindo a necessidade de analgésicos orais.

— O pós-operatório do ombro costuma ser bastante doloroso. Por isso, empregamos um cateter cervical que libera anestésico diretamente no nervo da dor, evitando o uso excessivo de anti-inflamatórios e medicações orais, que são mais agressivos para o estômago — acrescentou Paniago.

O dispositivo permanecerá por cerca de cinco dias. Após a remoção, o tratamento prossegue com analgesia e fisioterapia.

A reabilitação começou ainda no hospital com exercícios para o cotovelo e a mão; a mobilização direta do ombro terá início entre a quarta e quinta semana.

Segundo o grupo médico, Bolsonaro deve permanecer com a tipoia por seis semanas, e a recuperação total pode levar de seis a nove meses.

Os médicos sugerem que a lesão pode ser de origem traumática, possivelmente relacionada a uma queda ocorrida em janeiro na Superintendência da Polícia Federal, embora isso seja uma hipótese clínica.

— Pela descrição da dor, o paciente minimizou porque não era intensa. Supomos que tenha acontecido na queda, mas é uma suposição clínica.

Além disso, a equipe destacou que o ex-presidente já superou uma broncopneumonia tratada anteriormente, o que contribui para uma recuperação mais segura. O ambiente domiciliar pode favorecer essa evolução.

Nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que o marido apresenta “boa evolução, com dor sob controle”.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o final de março, medida que será revista em dois meses. A cirurgia foi autorizada pelo STF após solicitação da defesa, devido a lesões e dores persistentes causadas por uma queda.

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