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Lula e Trump vão discutir evitar sanções, diz Alckmin

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O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta terça-feira que impedir sanções será um dos assuntos principais no encontro marcado para quinta-feira entre o presidente Lula e o presidente americano Donald Trump.

Em entrevista à Globo News, Alckmin ressaltou novamente o saldo comercial favorável que o Brasil mantém com os Estados Unidos.

— Essa é uma preocupação, é um dos pontos essenciais da conversa, precisamos esclarecer muito bem para a sociedade, para a opinião pública, e também para os americanos, que o Brasil e os Estados Unidos têm comércio com superávit, e entre os dez produtos mais exportados por eles para nós, oito estão com tarifa zero.

Além disso, outros temas econômicos, além das tarifas americanas, devem ser abordados, como os minerais críticos.

— O presidente Lula mencionou que não há temas proibidos, então vamos tratar de big techs, terras raras, data centers, políticas tarifárias e não tarifárias, essa é uma agenda significativa — completou.

Em fevereiro, o governo dos EUA convidou o Brasil a fazer parte de uma nova coalizão internacional focada no fornecimento, mineração e refino de minerais críticos. A proposta de Washington inclui parcerias para garantir acesso a insumos como lítio, grafita, cobre, níquel e terras raras, além da criação de mecanismos para preço mínimo, com um objetivo estratégico.

A visita aos Estados Unidos foi marcada na semana passada durante um telefonema entre os dois presidentes.

Também em fevereiro, a Suprema Corte americana revogou a tarifa de 50% aplicada por Trump que atingia produtos brasileiros. Contudo, poucos dias após essa decisão, o chefe do governo dos Estados Unidos enfatizou que continua investigando o Brasil e a China por possíveis práticas comerciais injustas.

Outra pauta a ser discutida é a possibilidade dos Estados Unidos classificarem as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. As autoridades brasileiras estão preocupadas que essa classificação possa afetar a soberania nacional. Em março, o Departamento de Estado dos EUA declarou ao GLOBO que considera as facções criminosas brasileiras uma ameaça relevante para a segurança regional.

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